Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Bolsonaro: 'Se Huck comprou jatinho, ele fez parte do caos'

Presidente Jair Bolsonaro afirmou que 'o bicho vai pegar' a quem 'fica arrotando honestidade'

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2019 | 11h56

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer referência ao apresentador Luciano Huck prometendo divulgar dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre a compra de jatinhos. “Ele falou que eu sou o último... Como é que é.. o último capítulo do caos. Se ele comprou jatinho, ele faz parte do caos”, declarou Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada. O presidente afirmou ainda que "o bicho vai pegar" a quem "fica arrotando honestidade".

Na última quarta-feira, 14, Luciano Huck fez um discurso em Vila Velha (ES) criticando o governo de Jair Bolsonaro. “A gente precisa de gente nova na política, com todo respeito a esse governo. Esse governo foi eleito de maneira democrática. Mas eu não acredito que a gente está vivendo o primeiro capítulo da renovação. Para mim, estamos vivendo o último capítulo do que não deu certo”, afirmou o apresentador na ocasião.

Nesta sexta-feira, 16, Bolsonaro citou que há dados do BNDES mostrando R$ 2 bilhões de financiamentos para compra de aviões particulares a uma taxa de 3% a 4% ao ano. "Parece que não foi legal", comentou o presidente. A diferença dos juros para compensar o banco, acrescentou, foi paga pelos brasileiros. "É justo fazer isso aí? Então não vem um cara... se porventura ele estiver lá... Não fica não arrotando honestidade aí... que o bicho vai pegar." 

Em fevereiro do ano passado, quando Huck ainda era cotado como presidenciável, o jornal Folha de S.Paulo publicou reportagem segundo a qual o empresário usou, em 2013, um empréstimo de R$ 17,7 milhões do programa Finame do BNDES para comprar um jatinho particular da Embraer. À época, Huck disse, via assessoria, que “o Finame é um programa do BNDES de incentivo à indústria nacional, por isso financia os aviões da Embraer” e que usava o avião duas vezes por semana para gravar seu programa de TV.

Procuradoria-geral da República 

Na entrevista que concedeu a jornalistas no Alvorada, Bolsonaro voltou a sinalizar que a troca na chefia da Procuradoria-Geral da República (PGR) pode ser feita após o fim do mandato de Raquel Dodge, que se encerra em 17 de setembro.

Nesse cenário, quem assumiria interinamente o órgão seria o vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público Federal, Alcides Martins, eleito para o posto na semana passada. "Se até lá, eu não indicar ou indicar e não for sabatinado, assume o interino", declarou Bolsonaro, respondendo que a interinidade no órgão não o preocupa.

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