GABRIELA BILO / ESTADAO
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Bolsonaro reza na Catedral de Brasília e recebe puxão de orelha de apoiadora

Mais cedo, presidente visitou casa de general Villas Bôas e uma Igreja Universal

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2020 | 14h32

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro fez, ajoelhado, uma oração neste domingo, 5, na Catedral Metropolitana de Brasília, onde também tirou selfies e cumprimentou apoiadores. Mais cedo, Bolsonaro visitou o general Villas Bôas, ex-comandante do Exército e atual assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

"Você acredita em fé? Cada um tem a sua. Agradeço a Deus pela missão", disse Bolsonaro após deixar a Catedral. Em seguida, ele parou na Praça dos Três Poderes para novos cumprimentos e fotos com turistas e seguiu para o Palácio da Alvorada.

Bolsonaro chegou à casa do militar, em Brasília, por volta de 11h25, e saiu 12h05 do local. O presidente disse que teve agenda "pessoal" com Villas Bôas.

Antes de se encontrar com Villas Bôas, o comboio de Bolsonaro esteve em uma Igreja Universal do Reino de Deus, entrou na garagem, mas o presidente não desceu. Em seguida, os carros seguiram para a residência do general.

Puxão de orelha. Na Catedral e na Praça dos Três Poderes, Bolsonaro recebeu abraços e palavras de incentivo de diversos apoiadores. Uma senhora, após tirar selfie com o presidente, deu um puxão de orelha nele, em tom de brincadeira. O segurança rapidamente abaixou o braço da senhora. "Ela pode, ela pode", disse Bolsonaro.

O presidente também comprou água de um vendedor ambulante, paga por um de seus seguranças. Bolsonaro cumprimentou ainda rapidamente uma mulher que pedia dinheiro na rampa que dá acesso à Catedral.

Segundo o Planalto, não há compromissos oficiais na agenda deste domingo do presidente. É comum que Bolsonaro dê passeios fora por Brasília no fim de semana e se encontre com e turistas. O presidente também costuma falar com imprensa e apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

Conselheiro militar. Conselheiro de Bolsonaro para assuntos militares, o general Villas Bôas, de 68 anos, sofre de uma doença neuromotora degenerativa. Ele esteve hospitalizado no fim de 2019. Recebeu alta em 12 de outubro após resolução do quadro respiratório que provocou sua internação.

Durante evento no Colégio Militar de Brasília em agosto, Bolsonaro afirmou que o general Villas Bôas agiu em silêncio durante momento "crítico" do Brasil, quando teria garantido "liberdade e democracia". "A história sabe disso". O general é tido como um conselheiro do governo para assuntos de defesa.

Em 2018, quando o STF discutia a possibilidade de um habeas corpus que poderia evitar a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Villas Bôas usou as redes sociais para criticar a discussão na Corte: "Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?".

Em seguida, Villas Bôas escreveu: "Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais."

 

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