Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Bolsonaro reúne lideranças evangélicas em culto no Planalto

Presidente participou de culto com pastores e bispos

Mateus Vargas e Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2019 | 20h43

BRASÍLIA – Em aceno ao eleitorado evangélico, o presidente Jair Bolsonaro participou nesta terça-feira, 17, de um culto de ação de graças no Palácio do Planalto. Centenas de pastores e bispos de todo o País participaram do evento no salão nobre do palácio, que tem capacidade para receber 500 pessoas.

Na plateia, havia lideranças do Congresso, como o presidente da bancada evangélica, o deputado federal Silas Câmara (Republicanos-AM), que ajudou a organizar a solenidade. Em seu discurso, Bolsonaro criticou a “ambição por cargos”.

 “Não devemos ter ambições por cargos. Eles são passageiros. Vi aqui ex-deputado, velhos parlamentares, jovens parlamentares. Ah, se vocês soubessem o poder que vocês têm. Me desculpem, parlamentares. Muitos não sabem o poder que têm. O poder de mudar o mundo e transformar o nosso Brasil”, disse Bolsonaro.

O presidente afirmou que “números são importantes”, pois aquecem a economia. “Mas o amor, o patriotismo, a entrega, não tem preço”, acrescentou Bolsonaro, que abriu a cerimônia lendo uma passagem bíblica e chorou durante o discurso. 

Embaixada. O presidente voltou a sugerir que deseja transferir a Embaixada do Brasil em Israel para a cidade de Jerusalém, mesmo sem citar explicitamente a medida. Veja o andamento desta e de outras promessas e projetos do governo no Monitor Bolsonaro.

"Inauguramos nosso escritório de negócios em Jerusalém. Venho conversando com líderes do mundo árabe. Estamos trabalhando para atingir nosso objetivo”, afirmou. “Não basta compromisso apenas de campanha. Devemos fazê-lo de modo que todos entendam seu real objetivo. O meu é lealdade a Deus.”

Desde a disputa eleitoral, Bolsonaro afirma que deseja transferir a representação diplomática do Brasil para Jerusalém, mas por ameaça de boicote do mundo árabe, o governo apenas abriu um pequeno escritório de negócios na cidade.

O evento foi marcado por orações que atribuíram a Deus a vitória eleitoral de Bolsonaro e ações do governo – e foi encerrado com uma oração pela saúde do presidente.

Irmão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, o assessor especial da Presidência Arthur Weintraub fez uma oração, cantou e tocou violão. Ele disse que Deus “possibilitou” que o governo Bolsonaro conseguisse a aprovação da reforma da Previdência.

Convite. Oraram líderes da Igreja Universal do Reino de Deus, Quadrangular, Sara Nossa Terra, Assembleia de Deus, entre outras instituições religiosas, além da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. O Palácio do Planalto não informou se autoridades não evangélicas foram convidadas para participar do culto.

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