Reprodução/Facebook Jair Bolsonaro
Reprodução/Facebook Jair Bolsonaro

Bolsonaro ignora máscara e cumprimenta apoiadores em Araguari

Presidente e ministro Tarcísio de Freitas visitaram batalhão que assumirá obras de um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, na Bahia

Marlla Sabino e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2020 | 11h43
Atualizado 03 de julho de 2020 | 11h50

BRASÍLIA - Apesar de ser obrigatório o uso de máscaras no Estado de Minas Gerais, o presidente Jair Bolsonaro cumprimentou apoiadores e tirou fotos com crianças sem a proteção durante visita, fora da agenda oficial, a Araguari (MG) neste sábado, 27. O presidente também ignorou as orientações de distanciamento social e andou entre apoiadores, que seguravam bandeiras do Brasil e cantaram o Hino Nacional. As imagens foram transmitidas pelas redes sociais do presidente.

Ele foi com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, visitar o Batalhão Ferroviário da cidade, onde fica o Centro de Instrução de Engenharia do Exército, segundo apurou o Estadão/Broadcast. O batalhão assumirá as obras de um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, na Bahia, junto com as empresas que já operam no local. O compromisso não constava da agenda oficial do presidente. O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, também participou.

Durante a visita de Bolsonaro a Araguari, técnicos do Ministério da Saúde anunciaram, em Brasília pela manhã, acordo com a Universidade de Oxford para produção de doses de uma vacina que está em teste para imunização contra a covid-19. O Brasil passa de 55 mil mortos pela doença causada pelo novo coronavírus.

Mais cedo, quando chegou ao município, Bolsonaro também provocou aglomeração. Ao pousar na base da Polícia Rodoviária Federal, tirou a máscara para cumprimentar de longe apoiadores que o aguardavam na rodovia. O presidente segurou o equipamento de segurança e chegou a passar a mão no rosto.

Nesta semana, um juiz do Distrito Federal determinou que Bolsonaro deve ser obrigado a usar máscara em espaços públicos da capital. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão. O uso da proteção também é obrigatório em todo o Estado de Minas Gerais desde abril.

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