Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Marcos Corrêa/PR
Marcos Corrêa/PR

Bolsonaro pede ‘casamento’ entre meio ambiente e progresso

Presidente afirma, em transmissão no Facebook, que Estados como Roraima, Acre e Amapá estão ‘quase inviabilizados’ em razão de reservas indígenas

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2019 | 21h02

Em transmissão no Facebook nesta quinta-feira, 6, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que é necessário “fazer um casamento de meio ambiente e progresso”. Segundo ele, Estados como Roraima, Acre e Amapá estão “quase inviabilizados” em razão, por exemplo, de demarcações de reservas indígenas e quilombolas.

Ministros que o acompanharam na “live”– Tereza Cristina (Agricultura) e Paulo Guedes (Economia) – concordaram. Segundo Guedes, muitas vezes as leis atrapalham o crescimento. “É perfeitamente possível explorar economicamente preservando recursos naturais.”

Também participante, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse esperar que a licença para instalação do linhão do Tucuruí, em Roraima, saia no fim de julho e as obras comecem em agosto. 

No Senado, Salles é chamado de ‘fujão’

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi vaiado no Senado durante sessão para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente. Em discurso, ele negou que a pasta esteja promovendo um “desmonte” em órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

“A frase que tem sido dita, do desmonte, é absolutamente inverídica. Ao contrário, o desmonte foi herdado”, declarou o ministro, sendo vaiado por algumas pessoas que estavam no plenário. “Pode se manifestar à vontade”, reagiu Salles.

O ministro deixou o local antes do término da sessão para viajar ao Rio, onde faria uma palestra no Clube Militar. O líder da Rede no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que era uma “pena” que Salles estivesse saindo sem debater com ele. A plateia, enquanto Salles deixava o plenário, começou a soltar gritos de “fica!” e “fujão”. “A democracia é assim, cada um pode ter a reação que quiser”, declarou o ministro, na saída. /BÁRBARA NASCIMENTO e DANIEL WETERMAN

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.