GABRIELA BILO/ESTADÃO
GABRIELA BILO/ESTADÃO

Bolsonaro nomeia dois apadrinhados no Incra

O 'Estado' mostrou que, dos dez escolhidos para comandar cargos do órgão nos Estados, pelo menos oito têm deputados como padrinhos

Renato Onofre, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2019 | 22h26

BRASÍLIA - O governo de Jair Bolsonaro indicou mais dois nomes ligados a políticos para cargos no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). No dia 1.º de agosto, o Estado mostrou que, dos dez escolhidos para comandar cargos do instituto nos Estados, pelo menos oito tinham como padrinhos deputados federais.

Na semana passada, Antônio de Castro Vieira foi nomeado para a superintendência de Mato Grosso do Sul. Ele foi chefe de gabinete do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), na Câmara. Por influência do ex-chefe, Vieira chegou a ocupar um cargo comissionado no Ibama entre 2016 e 2017. O ministro nega ter feito a indicação para o Incra.

No Maranhão, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) emplacou o aliado Mauro Rogério Maranhão Pinto, o Mauro da Hidraele, no cargo de superintendente regional no Estado. Procurados, eles não responderam.

Os cargos no Incra são cobiçados por parlamentares porque cada superintendência tem autonomia para definir, além dos assentamentos, onde serão aplicados os recursos e outras questões agrárias. Com um aliado no comando, é mais fácil para o deputado influenciar em decisões que afetam seu reduto eleitoral, por exemplo.

No início do mês, o secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Luiz Antônio Nabhan Garcia, admitiu que as nomeações eram formas de “parcerias” entre governo e parlamentares da base, mas negou o “toma lá, da cá”.

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