Gabriela Biló / Estadão
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Bolsonaro: 'Não vou conversar com Witzel. Até porque brevemente já sabe onde ele deve estar, né?'

Comentário foi em resposta a apoiador; governador do Rio é investigado em suposto esquema de fraudes na saúde

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2020 | 09h42

BRASÍLIA - Ao receber um pedido de ajuda de um policial militar do Rio de Janeiro, o presidente Jair Bolsonaro atacou o governador do Estado, Wilson Witzel (PSC), e indicou que sabe onde ele deve estar brevemente. Witzel é investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposto esquema de fraudes na área da saúde.

 "Eu não vou conversar com o Witzel. Até porque brevemente já sabe onde ele deve estar, né?", disse Bolsonaro, na saída do Palácio da Alvorada, pela manhã. O presidente não conversou com jornalistas, apenas com apoiadores.

Adversário político de Bolsonaro, Witzel foi alvo de uma operação da Polícia Federal no dia 26 de maio. A ação levantou suspeitas de interferência do presidente da República na corporação. Isso porque, um dia antes, a deputada bolsonarista Carla Zambelli (PSL-SP) indicou ter conhecimento de que haveria ações contra governadores. 

Um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) apura as acusações do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro de que Bolsonaro interferiu irregularmente na PF ao trocar o comando do órgão e exigir relatórios sigilosos de inteligência. O presidente nega.

 O comentário de Bolsonaro desta quarta-feira, 3, foi feito após um apoiador, que se apresentou como sargento reformado da Polícia Militar, reclamar de uma taxação sobre a Previdência que estaria sendo aplicada sobre os salários de policiais afastados por incapacidade. Ele pediu que o presidente fizesse algo a respeito.

Diante de outros pedidos feitos por apoiadores em frente ao Alvorada, Bolsonaro disse não ter poder de resolver tudo, mas que logo "vai passar do limite" para muita gente. "Sou um sozinho. É um grande sistema que a gente tem pela frente, mas vai chegar um tempo que vai passar o limite de muita gente", afirmou.

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