Dida Sampaio / Estadão
Dida Sampaio / Estadão

Bolsonaro mostra incapacidade de compreender a atividade jornalística, diz ANJ

Para a entidade, é uma demonstração de caráter autoritário por parte do presidente

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de maio de 2020 | 14h22

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) criticou o presidente Jair Bolsonaro nesta terça, 5, após ele ter mandado repórteres "calarem a boca" no Palácio da Alvorada. Para a entidade, é uma demonstração de caráter autoritário por parte do presidente.

"Mais uma vez , o presidente mostra sua incapacidade de compreender a atividade jornalística e externa seu caráter autoritário", diz em nota a ANJ. "Os jornalistas trabalham para levar os fatos de interesse público ao conhecimento da população e têm o direito e o dever de inquirir as autoridades públicas."

A ANJ lamentou e disse ser "preocupante" que Bolsonaro faça dos ataques a jornalistas e ao jornalismo "uma rotina contra a civilidade e a convivência democrática".

No domingo, 3, apoiadores do presidente agrediram profissionais do Estado que trabalhavam na cobertura de ato pró-governo em Brasília. O fotógrafo Dida Sampaio registrava imagens do presidente em frente à rampa do Palácio do Planalto, numa área restrita à imprensa, quando foi agredido. 

Ministros do Supremo, partidos políticos, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e entidades como a ANJ e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) rechaçaram os ataques. Em nota, a direção do Estadão disse que “trata-se de uma agressão covarde contra o jornal, a imprensa e a democracia”.

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