Alberto Valdés/EFE
Alberto Valdés/EFE

Bolsonaro iguala Temer a Lula e diz ter vergonha de corrupção no Brasil

Presidente cita antecessores e afirma que ‘situação chegou a este ponto porque no passado buscaram a governabilidade com a compra de votos ou com a entrega de estatais’

Daniel Weterman e Ricardo Galhardo, ENVIADOS ESPECIAIS, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2019 | 23h23

SANTIAGO – Em entrevista ao jornal chileno La Tercera, o presidente Jair Bolsonaro declarou ter vergonha de viver em um país onde a corrupção foi maior do que em qualquer lugar do mundo. O comentário foi feito quando falava da prisão do ex-presidente Michel Temer. Além disso, o presidente brasileiro igualou o emedebista ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também preso.

“Me dá vergonha viver em um país onde a corrupção existiu como em nenhum outro lugar do mundo. Creio que a lei existe para todos. Todos devem responder por seus atos. Então que eles respondam por suas atitudes”, disse Bolsonaro, conforme tradução da publicação, ao ser perguntado sobre a prisão de Temer. “Creio que a situação de Lula e Temer chegou a este ponto porque no passado buscaram a governabilidade com a compra de votos ou com a entrega de estatais, de bancos e outros para partidos políticos. Devastaram nossa situação e as consequências estão aí.”

Ciclo da esquerda na América Latina se esgotou, diz Bolsonaro

Na mesma entrevista, Bolsonaro afirmou que o ciclo da esquerda na América Latina "se esgotou". Ainda segundo ele, a Venezuela serve de exemplo para mostrar os resultados de uma política esquerdista.

O presidente brasileiro repetiu que o Brasil não considera a possibilidade de intervenção militar na Venezuela, mas declarou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem uma maneira própria de resolver a questão. O norte-americano declarou que todas as opções estão sobre a mesa na crise venezuelana. 

Bolsonaro cita Grécia e defende reforma na Previdência

Em meio à crise na articulação da reforma da Previdência, Bolsonaro defendeu a necessidade das mudanças no sistema de aposentadorias para que o Brasil não chegue à situação que chegou a Grécia. “Se não fizermos nada agora, vamos chegar a um nível pior que a Grécia nos próximos anos, não vamos conseguir pagar os aposentados no Brasil. É o que procuramos evitar”, afirmou, também de acordo com a tradução do jornal.

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