Pedro Venceslau/Estadão
Pedro Venceslau/Estadão

Bolsonaro está levando à frente a agenda econômica de Temer, diz Haddad

Petista vê 'corte de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários' na gestão de Jair Bolsonaro

Pedro Venceslau, Ricardo Galhardo e Cristian Favaro, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2019 | 12h56

O candidato derrotado à Presidência pelo PT em 2018, Fernando Haddad, fez duras críticas ao governo de Jair Bolsonaro e comparou a atual gestão econômica com a do ex-presidente Michel Temer.

"O governo que está levando à frente a agenda econômica de Temer, com corte de direitos sociais, corte de direito trabalhista e corte de direitos previdenciários", disse, durante ato do Dia do Trabalho em São Paulo.

Haddad questionou onde estavam os empregos que a oposição havia prometido. "Não era só tirar a Dilma? Cadê o emprego e a renda? só no mês passado perdemos 43 mil postos de trabalho com carteira assinada", disse o petista. Haddad lembrou ainda do ex-presidente Lula e pediu pela soltura do líder petista.

Ex-prefeito minimiza ausências de Ciro e Marina

Haddad minimizou a ausência de Marina Silva e Ciro Gomes, figuras importantes da política nacional, no evento das centrais sindicais.

"Mas o Lupi (Carlos Lupi, presidente do PDT) está aqui, as centrais estão aqui todas. Nem todos os presidenciáveis estão aqui. Marina não está, Ciro não está", disse a jornalistas. Haddad foi confrontando se a ausência de nomes como Ciro no ato seria algo importante, mas desconversou: "Não posso comentar uma coisa dessa. Eu estou aqui", disse Haddad. Mais cedo, Guilherme Boulos (PSOL) chegou a defender que Ciro deveria ter participado.

Apesar da forte pressão contra Bolsonaro, Haddad negou que a pauta do movimento seja um "Fora, Bolsonaro" e argumentou que processos de impeachment não podem ser usados desta forma.

"Isso a gente tem de ter muito cuidado, porque a Constituição estabelece que impeachment tem de ter crime de responsabilidade. Não pode ser palavra de ordem. Crime de responsabilidade é uma coisa e temos de ser estritamente fiéis à Constituição", defendeu. O petista argumentou ainda que a oposição é benéfica para o País e que isso faz parte do regime democrático.

Manifestantes foram às ruas em todo o País neste primeiro de maio para protestar contra a reforma da Previdência. O movimento, organizado pelas frentes sindicais, tenta marcar uma união da esquerda contra o governo Bolsonaro. O ato é uma organização conjunta de CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Intersindical, CSB, CGTB, Nova Central, CSP-Conlutas, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo.

Em São Paulo, o ato 1º de Maio unitário das Centrais Sindicais e Frentes ocupa o Vale do Anhangabaú. Estão previstos protestos em vários pontos no País, como Rio de Janeiro, Ceará, Bahia, Brasília e Mato Grosso.

 

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