Marcos Brindicci/Reuters
Marcos Brindicci/Reuters

Bolsonaro e Macri se reunirão no dia 16 de janeiro, diz chanceler

Presidente da Argentina não esteve na cerimônia de posse em Brasília, e enviou mensagem pelo Twitter

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

01 de janeiro de 2019 | 20h30

SÃO PAULO - O presidente Jair Bolsonaro e o presidente argentino, Mauricio Macri, se reunirão no dia 16 de janeiro, segundo informou há pouco o ministro de relações exteriores do país vizinho, Jorge Faurie, durante entrevista à imprensa na saída do Itamaraty.

Macri não esteve hoje nas solenidades de posse, em Brasília, mas enviou uma mensagem de apoio pelas redes sociais. "Quero enviar meus melhores desejos a Jair Bolsonaro no dia que assume como presidente do Brasil", comentou no Twitter. "Nossos governos seguirão colaborando para a prosperidade de nossos povos", completou.

Questionado hoje sobre os rumos do Mercosul, que já foi alvo de críticas da equipe de Bolsonaro, o ministro das relações exteriores da Argentina lembrou que o acordo comercial tem mais de trinta anos de existência, sugerindo que se trata de um pacto consolidado.

"Temos que interpretá-lo à luz do que vivemos", comentou Faurie. Ele disse ainda ver espaço para um aprimoramento nas relações bilaterais daqui em diante. O Brasil é um dos maiores parceiros comerciais da Argentina.

Durante a corrida eleitoral, o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o Mercosul não será prioridade no governo Bolsonaro. Em outubro, Guedes disse que o Brasil "ficou prisioneiro de alianças ideológicas", o que é ruim para a economia nacional. "Você só negocia com quem tiver inclinações bolivarianas. O Mercosul foi feito totalmente ideológico. É uma prisão cognitiva", disse na época.

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