Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Bolsonaro diz que zela por dinheiro público enquanto MEC vive crise por privilegiar pastores

Presidente afirmou que País está 'há três anos e três meses sem corrupção no governo federal'

Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2022 | 19h05

BRASÍLIA - Em meio à crise que ameaça o posto do ministro da Educação Milton Ribeiro, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira, 22,  zelar pelo dinheiro público e disse que o País está "há três anos e três meses sem corrupção no governo federal". As declarações do chefe do Executivo acontecem no momento em que o Ministério da Educação vive uma crise após o Estadão revelar a existência de um gabinete paralelo na pasta para a liberação de verbas.

“Buscamos atender a todos os brasileiros. Primeira coisa, zelando pelo dinheiro público. Estamos há três anos e três meses sem corrupção no governo federal”, disse Bolsonaro em discurso na cerimônia de lançamento do programa DNA pelo Brasil Talentos. Em nenhum momento o presidente citou o caso do MEC.

Como mostrou o Estadão, Milton Ribeiro privilegia demandas de pastores amigos em repasses de verbas. Esses evangélicos, que não têm ligação com o poder público, criaram um gabinete paralelo no MEC. Controlam tanto a agenda de Ribeiro como a transferência de dinheiro para prefeituras, por exemplo.

Em áudio divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo, o ministro assumiu que privilegiava demandas de um pastor amigo por determinação de Bolsonaro. Em nota, Ribeiro negou que tenha pedido atendimento preferencial a pastores na liberação de recursos para municípios, embora tenha admitido a relação com os religiosos.

Bolsonaro estava acompanhado na cerimônia pela primeira-dama Michelle, que faz aniversário nesta terça, e pela ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Ela está no comando do programa DNA do Brasil Talentos, voltado para crianças e adolescentes do Tocantins. Pré-candidato ao governo de São Paulo, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, também compareceu ao evento, assim como o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

 

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