Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Bolsonaro diz que Temer 'sabe o que fazer' sobre reajuste do STF

Presidente eleito mostra preocupação com aumento salarial dos ministros, o que eleva o teto do funcionalismo; 'Ele sabe, é uma pessoa responsável'

Breno Pires e Leonencio Nossa, O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2018 | 17h17

BRASÍLIA - O presidente eleito, Jair Bolsonaro, mostrou preocupação com o orçamento de 2019 e sinalizou que gostaria que o presidente Michel Temer vetasse o reajuste salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que elevará o teto do funcionalismo público para R$ 39 mil.

"Ele sabe, é uma pessoa responsável, não precisa de apelo. Sabe o que vai fazer. O que ele vai fazer compete a ele", disse Bolsonaro no Superior Tribunal Militar, ao ser perguntado se faria um apelo a Temer para vetar reajuste. Ele se reuniu com José Coelho Ferreira, presidente do tribunal.

Não foi a primeira vez que o presidente eleito mostrou desconforto com o reajuste, que pode gerar custos aos cofres públicos da ordem de R$ 4 bilhões por ano, se estendido o aumento aos juízes e procuradores estaduais, o que é permitido em algumas legislações estaduais e garantido por uma liminar do Conselho Naciona de Justiça.

O reajuste foi aprovado no Senado semana passada. O presidente do Senado, Eunicio Oliveira, disse que pautou por considerar que não tinha nenhuma restrição do novo governo.

Bolsonaro disse que o reajuste é mais um problema no orçamento. "Isso (reajuste) é mais motivo de preocupação. Estamos com déficit para ano que vem. É mais um problema que vamos ter", disse.

O presidente eleito pelo PSL disse também que a pasta do Trabalho vai continuar com status de ministério, e não será uma secretaria. "Vai ser a princípio um enxugamento de ministério, o trabalho não está sendo menosprezado, mas apenas absorvido por outra pasta. Não sei ainda qual vai ser o formato", disse.

Bolsonaro indicou que o destino do Trabalho não deve ser junto da Fazenda: "ficaria pesado". O número final de ministérios segundo ele deve ser 17 ou 18. O presidente eleito também criticou o número de cargos comissionados no executivo.

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