Bolsonaro diz que poderá ser operado no dia 20 de janeiro

Presidente eleito passará por avaliação de seu quadro clínico no dia 19 de janeiro; operação poderá ser realizada caso inflamação melhore

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2018 | 12h56

RIO - O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse que passará por outra avaliação de seu quadro clínico no dia 19 de janeiro, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. De acordo com o deputado, se a inflamação detectada do peritônio (membrana que envolve órgãos do sistema digestivo) estiver resolvida, ele deverá retirar a bolsa de colostomia no dia 20 de janeiro.

“Se melhorar a infecção, eu devo operar no dia 20 (de janeiro), caso contrário, a data será adiada novamente”, disse o presidente eleito, após participar de uma cerimônia de aniversário de 73 anos da brigada da Infantaria de Pára-quedista, neste sábado, 24, na Vila Militar, em Deodoro, zona oeste do Rio.

A estimativa inicial dos médicos era de que a operação pudesse ser realizada já a partir de 12 dezembro, mas o procedimento teve que ser adiado por causa de problemas detectados nos testes realizados nesta sexta, 23. A equipe que cuida de Bolsonaro declarou que, em reunião multiprofissional, decidiu "postergar a realização da reconstrução do trânsito intestinal".

O boletim médico informou ainda que, apesar dos problemas detectados, o paciente "encontra-se bem clinicamente e mantém ótima evolução". Bolsonaro carrega a bolsa desde setembro, quando foi esfaqueado num ato de campanha eleitoral em setembro, em Juiz de Fora (MG). Este será o terceiro procedimento cirúrgico ao qual ele se submete desde então.

O primeiro, feito na Santa Casa da cidade mineira, foi para reparar as lesões sofridas no ataque e conter uma grave hemorragia decorrente dos ferimentos.

O segundo, realizado seis dias depois, no Einstein, foi para corrigir aderências nas alças intestinais que provocaram obstrução do trânsito intestinal. 

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