Ernesto Rodrigues/Estadão
Ernesto Rodrigues/Estadão

Bolsonaro diz que nome para Meio Ambiente sai esta semana e promete rever legislação

Presidente eleito voltou a defender a existência de 'indústria da multa' na fiscalização de crimes ambientais e prometeu acabar com decreto que oferece dinheiro arrecadado a ONGs de preservação

Marcelo Osakabe, O Estado de S. Paulo

02 Dezembro 2018 | 17h06

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse neste domingo, 2, que a indicação para o Ministério do Meio Ambiente deve sair esta semana, e voltou a prometer mudanças na legislação sobre a área, um tema comum em sua campanha eleitoral. Para o capitão da reserva, as regras atuais criaram uma "indústria da multa" no campo.

"Não podemos perseguir quem trabalha. O governo é especialista em perseguir quem trabalha no Brasil. Esse tipo de multa não vai existir mais", disse Bolsonaro, à Globonews, neste domingo, antes de embarcar do Rio para São Paulo, para assistir ao jogo do Palmeiras. "Você vai, por exemplo, numa fazenda. E tem lá, caiu lá uma mancha de óleo diesel no quintal do fazendeiro. A multa é milionária. Não derrubou porque quis", exemplificou.

O político prometeu "racionalizar" a área e combater o que considerou ser um "abuso" por parte dos fiscais do governo. "O Brasil é o País que mais preserva o Meio Ambiente. Agora, têm alguns fiscais que abusam. Esse pessoal vai deixar de trabalhar dessa forma."

O presidente eleito reiterou ainda sua intenção de derrubar o decreto presidencial, assinado pelo presidente Michel Temer no final de 2017, que converte multas do Ibama em financiamento a programas de recuperação de áreas degradadas. "Cerca de 40% das multas vão para ONGs para defender o meio ambiente. Ou seja, o sistema se retroalimenta. Isso é um decreto presidencial. Se couber, nós vamos alterar esse decreto." 

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