Leonardo Benessatto/Reuters
Leonardo Benessatto/Reuters

Bolsonaro sobre MST e MTST: 'Invadiu, é chumbo'

Presidenciável do PSL afirmou ainda que os integrantes desses grupos devem ser classificados como 'terroristas'

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

21 Maio 2018 | 13h29

RIO - O presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro , voltou a fazer um discurso forte voltado à segurança pública. Em evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro, aproveitou perguntas da plateia para voltar as críticas a grupos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

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Segundo ele, esses movimentos são compostos por "marginais que devem ser tratados como terroristas". "A propriedade privada é sagrada. Temos que tipificar como terroristas as ações desses marginais. Invadiu? É chumbo!" Ele defendeu ainda o uso de "lança-chamas" em ações contra esses grupos. A plateia deu risada.

Bolsonaro também voltou a defender o armamento da população. E engatou: "A questão da violência se combate em alguns casos com mais violência ainda. Quem achar que eu estou errado, tem muito candidato politicamente correto, que está aí defendendo direitos humanos para essa gente, defendendo audiência de custódia. Eu não quero que ninguém sofra, mas cadeia existe para tirar essa gente da rua. Temos que acabar com a figura do 'excesso' (policial)", declarou, ao discorrer sobre a violência urbana e as ações policiais.

No evento, Bolsonaro também defendeu flexibilização das leis trabalhistas como forma de reduzir o desemprego. “Aos poucos a população vai entendendo que é melhor menos direitos e emprego do que todos os direitos e desemprego”, disse. Ele fez uma palestra sobre a conjuntura política e econômica brasileira na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) e foi aplaudido ao falar da reforma trabalhista.

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Diante de uma plateia de cerca de 300 empresários – que pagaram R$ 180 (associados) e R$ 220 (não associados) para ouvi-lo –, afirmou que pretende, se eleito, estimular o crescimento da economia por meio de privatizações “com critério” e de um processo de desburocratização que estimule investimentos. “Quando eu disse que não entendia de economia, foi por humildade. Quem entende de economia é Dilma Rousseff, formada em economia, olha a desgraça que deixou o País”, ironizou. 

“Os ministros da Fazenda e da Economia precisam ser um só, e ter porteira fechada. Tem que desburocratizar, facilitar a vida de quem quer investir. Tem que partir para privatização com critério, não botar tudo para o mercado. Temos que acreditar nesse homem ou nessa mulher que por ventura irá assumir esse megaministério.”

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Bolsonaro foi instado a falar sobre assuntos como a intervenção federal na segurança do Rio, a recuperação fiscal do Estado, a necessidade de se estimular o turismo e de se estimular o desenvolvimento da economia brasileira. Outros pré-candidatos vêm sendo convidados.

O deputado lidera as pesquisas de intenção de voto no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT),  preso e condenado na Operação Lava Jato. É seguido por Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT).

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