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Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Bolsonaro diz que 'daqui a pouco' lhe darão razão sobre coronavírus e mostra caneta  

Sem citar fonte de dado, presidente afirma a apoiadores que metade dos prefeitos do País quer reabrir comércio

Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2020 | 11h27

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, 17, que chegará o momento em que lhe darão razão sobre a melhor estratégia de combate ao coronavírus. Segundo ele, metade dos prefeitos defende a reabertura do comércio nas cidades, fechados para reduzir a circulação de pessoas e evitar a propagação da doença. O isolamento social é, segundo autoridades sanitárias, a forma mais eficaz de combater a pandemia.

“Eu li uma matéria agora que 50% dos prefeitos já querem a abertura. Até pouco tempo atrás era quase 100% não queria. Daqui a pouco vai chegar do nosso lado e falar Bolsonaro tem razão”, declarou a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada. O presidente, porém, não citou a fonte do dado. O Estado questionou a Secretaria de Comunicação da Presidência, que não havia respondido até a publicação desta notícia.

Bolsonaro tem defendido a retomada da atividade econômica, com a reabertura do comércio e escolas, por exemplo. A opinião do presidente divergia da de Luiz Henrique Mandetta, demitido ontem do Ministério da Saúde pelo chefe do Executivo.

Na conversa com os apoiadores na manhã de hoje, Bosonaro ouviu de um homem a frase: "Falaram que você é o técnico do time, para resolver lá, para assinar”. Em resposta, o presidente riu, fez gesto de assinatura e tirou uma caneta de dentro do bolso do terno. A ação remete a uma fala sua no início do mês, quando disse que sua caneta "funciona". Na época, o presidente ameaçava demitir Mandetta. “A hashtag hoje é Mandetta fica em casa”, disse um outro apoiador na sequência. Bolsonaro apenas riu.

Escolhido para substituir Mandetta, o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, toma posse nesta sexta-feira.

Bolsonaro defende  garimpo em terras indígenas

Na conversa com apoiadores, Bolsonaro também voltou a se dizer favorável a "abrir o garimpo" e citou um projeto que libera a atividade em terras indígenas. Segundo o presidente, os índios também desejam a liberação da atividade em suas terras. "Por mim eu abro o garimpo. Tem um projeto para abrir o garimpo em terra indígena. Um projeto que os índios querem", disse.

Bolsonaro citou, contudo, uma "complicação jurídica enorme". Ele comparou a situação com a da baía de Angra dos Reis (RJ), em que a exploração para fins turísticos esbarra em decreto ambiental e depende do Congresso Nacional para revogar a norma.

"É igual mexer com o meio ambiente. Eu tenho R$ 1 bilhão para investir de fora para fazer a baía de Angra o maior polo turístico, talvez, do mundo. Mas tem que derrubar o decreto. O decreto ambiental é lei. Eu não posso fazer nada, depende do Parlamento", declarou.

Bolsonaro disse ainda que se dependesse da sua "caneta Bic" o garimpo ocorreria à vontade em Serra Pelada (PA). "Serra Pelada, dependendo da minha caneta Bic, a gente ia garimpar à vontade. Eu tenho vontade de garimpar. Eu já garimpei também. Eu tinha um jogo de peneira, tinha uma bateia, sempre estava no meu carro e não podia ver um córrego que caia de boca lá."

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