TV Brasil/Reprodução
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Bolsonaro diz que ‘cifra’ do novo fundo eleitoral ‘não será sancionada’

Em entrevista à TV Brasil, presidente afirma que valor de R$ 5,7 bilhões aprovado pelo Congresso é ‘astronômico’

Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2021 | 21h50
Atualizado 20 de julho de 2021 | 09h53

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira, 19, que não vai sancionar o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões aprovado pelo Congresso sob o argumento de que o valor é “astronômico”. “É uma cifra enorme, que, no meu entender, está sendo desperdiçada, caso seja sancionada. Posso adiantar que não será sancionada”, afirmou ele, em entrevista à TV Brasil.

Bolsonaro disse depois, no entanto, que esta é “a tendência”. “Eu tenho que conviver em harmonia com o Legislativo. Nem tudo que eu apresento ao Legislativo é aprovado e nem tudo que o Legislativo aprova, vindo deles, eu tenho obrigação de aceitar para o lado de cá. Mas a tendência nossa é não sancionar isso daí, em respeito ao trabalhador, ao contribuinte brasileiro”, argumentou Bolsonaro.

Neste domingo, 18, ao deixar o hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde ficou internado por quatro dias para tratar de uma obstrução parcial do intestino, Bolsonaro afirmou que o aumento do fundo eleitoral para R$ 5,7 bilhões – mais do que o triplo do valor destinado às eleições de 2018, de R$ 2 bilhões – foi uma “casca de banana” dentro da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O presidente jogou a culpa pelo aval dado à proposta no vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), que liderava a sessão.

Ramos negou. “Tem coragem, @jairbolsonaro?”, perguntou o deputado no Twitter. “Desafio o Sr. para um debate sobre o Fundão eleitoral que o seu governo criou. Pode escolher o dia, local e horário. Estarei lá! Sem medo! Se quiser, já falamos do sobrepreço de vacinas, rachadinhas e outras maracutaias! Tem coragem ou vai fugir?”

O fato é que houve, sim, votação do destaque apresentado pelo Novo, durante a sessão presidida por Ramos. Naquele momento, apenas quatro partidos se manifestaram a favor do pleito, ou seja, a proposta foi rejeitada pelos demais partidos.

No ano passado, após Bolsonaro indicar que poderia vetar o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para financiar campanhas, sancionou o Orçamento com esse valor.

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