Valdeci Araújo/Estadão
Valdeci Araújo/Estadão

Bolsonaro diz que 12 ministros devem deixar governo para disputar eleições

Sem citar nomes, presidente afirma que já começou a pensar em substitutos; prazo para desincompatibilização é abril

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2022 | 17h06

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro admitiu neste sábado, 8, que até 12 ministros devem deixar o governo nos próximos meses para concorrerem a cargos públicos nas eleições deste ano. O prazo para a desincompatibilização dos ministros vai até abril e o presidente disse esperar que todos fiquem nos cargos até lá. 

“Gostaria que eles saíssem somente um dia antes do limite máximo, para não termos qualquer problema. Já começamos a pensar em nomes para substituí-los, e alguns já estão mais que certa. A maioria será por escolha interna, até mesmo porque seria um mandato tampão até o fim do ano”, disse, em entrevista após churrasco de aniversário do advogado-geral da União, Bruno Bianco, no Lago Sul, em Brasília.

Bolsonaro evitou em falar em nomes prováveis para ocupar os ministérios para “evitar ciumeira”. Ele adiantou que parlamentares poderão ocupar as vagas a serem abertas. “Existem bons parlamentares. Eu fui deputado 28 anos. Todo mundo é possibilidade (para assumir um ministério)”, acrescentou. 

Entre os cotados para a disputa das eleições em outubro, estão Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), Marcelo Queiroga (Saúde) e Tereza Cristina (Agricultura)

Críticas

Sem citar diretamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Bolsonaro criticou as "candidaturas de esquerda" que falam em revogar o teto de gastos, as privatizações e parte das reformas aprovadas nos últimos anos. 

“Se eu falo isso, o dólar vai a R$ 8 e os juros explodem também. Se esse pessoal voltar, eles vão explodir o Brasil”, afirmou. 

Como noticiou o Estadão, o PT planeja imitar a Espanha, que revogou recentemente a reforma trabalhista feita em 2012. A revisão da autonomia do Banco Central é uma das outras discussões que ocorrem entre os petistas. O freio do programa de desestatizações e o fim do teto de gastos são tratados como consenso dentro da campanha do ex-presidente Lula.

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