DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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Bolsonaro diz estar 'de boa' com Maia e 'bem' com o Congresso

Após almoço na casa de um amigo, no Lago Sul, presidente relatou que tem buscado construir uma aproximação com deputados e senadores

Daniel Weterman, Agência Estado

01 de junho de 2019 | 18h20



Brasília - O presidente Jair Bolsonaro declarou neste sábado, 01, estar "de boa" com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e estar "bem" com o Congresso. O aceno a Maia foi feito por Bolsonaro durante entrevista após participar de almoço na casa de um amigo, no Lago Sul, em Brasília.

O presidente relatou que desejava editar uma medida provisória para alterar o prazo de validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mas foi convencido pelo parlamentar fluminense a encaminhar um projeto de lei sobre o assunto. "Logicamente, não tem urgência, eu reconheço, mas (uma MP) entra em prática imediatamente, essa que seria a ideia. Mas o Rodrigo Maia... tudo bem, eu estou de boa com o Rodrigo, sem problema nenhum, e segunda ou terça-feira a gente entra com o projeto", disse Bolsonaro.

Questionado sobre a relação com o Congresso, o presidente relatou que tem procurado construir uma aproximação com deputados e senadores. "Estou bem com o Parlamento, fui muito bem recebido por umas 50 deputadas na terça ou quarta. Está indo bem, tenho viajado, nas minhas viagens levo em média cinco parlamentares comigo. Tenho recebido em média uns 15 parlamentares por dia, nenhuma pergunta, nenhum pedido constrangedor. Temos conversado coisas boas."

Ele relatou que, como presidente da República, tem uma vida de "dificuldades", mas não quis falar em erros nos cinco meses de governo. "Não posso falar onde errei, a responsabilidade é minha."

Supremo. Um dia depois de sugerir a nomeação de um evangélico para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal, Bolsonaro não quis falar, neste sábado, em nenhum nome. "Em novembro do ano que vem, eu te digo em primeira mão", disse Bolsonaro quando questionado sobre o assunto.

Em novembro de 2020 deve ser aberta uma vaga de ministro do Supremo com a aposentadoria compulsória do decano da corte, Celso de Mello. No mês passado, em entrevista à rádio Bandeirantes, Bolsonaro disse esperar cumprir o "compromisso" de nomear o ministro da Justiça Sérgio Moro o Supremo. No dia seguinte, o presidente voltou atrás e disse não ter acordo com Moro sobre a vaga no Supremo. 

Quando questionado se  Moro, que é católico, estaria fora da disputa, Bolsonaro disse que "sempre" falou que queria alguém com o perfil do ex-juiz. "Falei durante a pré-campanha e a campanha que eu queria alguém no Supremo do perfil do (Sérgio) Moro, mas nada além disso', declarou.  

Gênero. Ao comentar a polêmica na Câmara em torno da palavra "gênero" na medida provisória que promove um pente-fino em benefícios do INSS, o presidente declarou que vai determinar que fichas preenchidas em aeroportos tragam no formulário as palavras "pai e mãe", e não "genitor 1 e genitor 2".


 

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