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Em ano eleitoral, Rogério Marinho assume ministério do 'Minha Casa Minha Vida'

Bolsonaro troca comando do Ministério do Desenvolvimento Regional, responsável por programas de moradia e saneamento disputados por prefeitos

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2020 | 17h30

BRASÍLIA - Sem avisar nem mesmo seus aliados, o presidente Jair Bolsonaro dispensou nesta quinta-feira, 6, o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e chamou para o seu lugar o ex-deputado Rogério Marinho, até então secretário especial da Previdência e braço direito do titular da Economia, Paulo Guedes. Canuto foi o quinto ministro a cair desde o início do governo. 

A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). O Ministério do Desenvolvimento Regional é estratégico: responsável pelo Minha Casa Minha Vida, programa que Bolsonaro pretende turbinar, a pasta tem grande influência nas políticas municipais. O movimento do Palácio do Planalto, agora, é para ter uma marca social e entrar no Nordeste, reduto petista. 

Próximo ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e filiado ao PSDB, Marinho foi o principal articulador do governo para a aprovação da reforma da Previdência. Natural do Rio Grande do Norte, ele tem boa relação com o Congresso, tanto que chegou a ser cotado para assumir a Casa Civil, comandada por Onyx Lorenzoni. Bolsonaro preferiu, porém, que ele ficasse no comando de um ministério prioritário em ano de eleição por controlar recursos de interesse de prefeitos e parlamentares, como verbas para obras de saneamento, construção de cisternas e moradia.

Marinho também foi relator da reforma trabalhista quando era deputado. Atualmente, ele articula a aprovação do programa Verde Amarelo, que prevê incentivo à contratação de jovens de 18 a 29 anos. Foi bastante criticado por propor a taxação do seguro-desemprego para bancar o plano.

A mudança no Desenvolvimento Regional já havia sido cogitada no ano passado, quando o Planalto abriu uma frente de negociação com a Câmara e o Senado para obter apoio político, recriando o Ministério das Cidades. Como o acordo não foi adiante, Canuto acabou permanecendo no cargo.

O presidente estava contrariado com o desempenho de Canuto, que não conseguiu reformular o Minha Casa Minha Vida. O orçamento do programa era de R$ 4,2 bilhões em 2019, mas caiu para R$ 2,8 bilhões neste ano. Nos bastidores, o diagnóstico é que o agora ex-ministro não tinha nem mesmo interlocução com Guedes. Na dança das cadeiras, Canuto assumirá a direção da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev). Para o lugar de Marinho na secretaria especial da Previdência foi escalado Bruno Bianco, atual adjunto.

As novas mudanças na equipe ocorrem após Bolsonaro afirmar, em entrevista ao Estado, que dará “cartão vermelho” a quem usar o cargo para tirar proveito eleitoral. “Se algum ministro quer ser eleito, que abra o jogo. E se, porventura, estiver usando ministério para seu respectivo Estado, vai pegar um cartão vermelho de primeira”, afirmou o presidente.

Bandeira. O núcleo político do Planalto avalia que a falta de uma agenda com visibilidade na área social é um dos principais problemas da gestão Bolsonaro, que viu sua popularidade cair nas últimas pesquisas, e pode causar ainda mais embaraços em um ano de eleições. O Estado apurou que o presidente quer dar ao social a mesma credibilidade obtida pelos ministérios da Economia, controlado por Guedes, e da Justiça, comandado por Sérgio Moro

Mudanças. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, deve se manter na Esplanada, dependendo das circunstâncias políticas. Mas Bolsonaro também tem outros planos para ele. Uma das possibilidades é transferi-lo para o comando da fundação que montará o programa do Aliança pelo Brasil.

O novo partido, no entanto, ainda está em fase de coleta de assinaturas e dificilmente conseguirá sair do papel a tempo de disputar as eleições municipais. Se essa ideia vingar, Weintraub ficaria responsável por desenhar a base intelectual do bolsonarismo./COLABORARAM LUCI RIBEIRO, ADRIANA FERNANDES, IDIANA TOMAZELLI e FELIPE FRAZÃO.

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Bastidores: Canuto é a quinta 'demissão surpresa' de Bolsonaro

Presidente evita que as quedas vazem à imprensa com antecedência; assim, vem conseguindo surpreender até mesmo auxiliares e aliados

Jussara Soares, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2020 | 19h35

BRASÍLIA  - O presidente Jair Bolsonaro, mais uma vez, usou o fator surpresa para demitir nesta quinta-feira, 6, o seu quinto ministro. Apesar dos constantes rumores de baixas no governo, Bolsonaro evita que as quedas vazem à imprensa com antecedência. E, assim, vem conseguindo surpreender até mesmo auxiliares e aliados com trânsito livre em seu gabinete. 

Foi o que ocorreu nesta tarde quando a exoneração do ministro Gustavo Canuto foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Desde o final do ano passado, Bolsonaro vinha se queixando da falta de entregas no Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Rogério Marinho, secretário Especial da Previdência e Trabalho, assumirá o posto. 

Desde então, a demissão de Canuto, considerado fraco pelo presidente, já era assunto nos corredores do Planalto, mas Bolsonaro preferiu retardar a decisão ao máximo. Assessores diretos relatam  que ele se irrita profundamente com a especulação constante de mudanças no governo e, por isso, costuma deixar suas decisões restritas a um grupo pequeno e considerado leal. 

Em entrevista exclusiva ao Estado na quarta-feira, logo após o evento que marcou os 400 dias do governo, Bolsonaro se recusou a falar de mudanças no governo, mas sinalizou que aguardava o “momento ideal”

“Tudo o que tiver que mudar em ministérios será mudado na hora certa, e se, e se, tiver que mudar. Nós já mudamos quatro ministros já”, disse.  Ao ser questionado por que as decisões demoram a ser tomadas, o presidente justificou: “Vocês (da imprensa) nos últimos meses toda a semana mudava um ministro.”

A expectativa agora é se a demissão de Canuto, que assumirá a  Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), é o início de uma reforma ministerial. 

Na berlinda, estão os ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o da Educação, Abraham Weintraub, ambos contestados dentro no próprio governo e também por parlamentares. Também tem sido alvo de queixas presidenciais os ministros da Cidadania, Osmar Terra, e Luiz Henrique Mandetta, da Saúde. Mandeita ganhou hoje elogio público do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "O ministro da Saúde, Mandetta, deu uma boa entrevista na TV. Não fugiu das questões, do coronavírus, da equidade etc. Mostrou equilíbrio. É disso que outros ministros precisam. Não de “ideologias”, de gênero, raça ou do que seja:abrir o jogo, aceitar diferenças e buscar soluções", postou no Twitter.  

As alterações, no entanto, podem se estender a outras pastas. Ao Estado, Bolsonaro prometeu dar um imediato “cartão vermelho” a ministros que usarem seus cargos e ações do Executivo para se beneficiar eleitoralmente. 

Já deixaram o governo Bolsonaro os ex-ministros Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral), Ricardo Vélez (Educação),  Floriano Peixoto (Secretaria-Geral) e Carlos Alberto Santos Cruz (Secretaria de Governo). 

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Rogério Marinho foi de grande articulador ao isolamento político antes de assumir nova pasta

Antigo ‘assessor de tudo’ no governo Bolsonaro, secretário da Previdência e Trabalho vivia inferno astral até ser nomeado ministro do Desenvolvimento Regional

Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli, O Estado de S. Paulo

19 de janeiro de 2020 | 05h00
Atualizado 07 de fevereiro de 2020 | 20h25

BRASÍLIA - Nomeado nesta quinta-feira, 6, como novo ministro do Desenvolvimento Regional, pasta responsável pelo programa Minha Casa Minha Vida, no lugar de Gustavo Canuto, Rogério Marinho viveu altos e baixos dentro do governo Bolsonaro.

Após ganhar espaço e confiança por seu papel crucial na articulação pela reforma que mudou o sistema de aposentadoria no Brasil, o então secretário especial de Previdência e Trabalho, se tornou personagem central de embates dentro do governo. Também virou “para-raios” de disputas paroquiais deflagradas num Congresso que começa a testar o terreno para a escolha de seus próximos presidentes.

Braço direito do ministro da Economia, Paulo Guedes, no primeiro ano do governo Jair Bolsonaro, Marinho chegou a ser cotado para coordenar a articulação com o Congresso para a votação da reforma tributária, mas hoje vive um inferno astral. 

As críticas generalizadas à decisão de taxar o seguro-desemprego e, agora, mais recentemente, à crise provocada pelas filas no INSS, órgão vinculado à sua secretaria, alimentaram o desconforto. 

Por trás do desgaste está a disputa de lideranças partidárias pela vaga de Rodrigo Maia no comando da Câmara dos Deputados, a partir de 2021, e as eleições municipais deste ano. Um quadro que pode atrapalhar o andamento das reformas, principalmente, a administrativa e a tributária. “A janela para aprovação é pequena. No máximo até junho”, reconhece um auxiliar de Guedes.

Batizada de RH do serviço público, a reforma administrativa tem o apoio de Maia, mas enfrenta a pressão das grandes corporações dos servidores públicos, que podem ganhar força às vésperas da campanha eleitoral nos municípios. Já PECs de reformas fiscais estão mais encaminhadas e com chances de serem aprovadas, porém com alcance mais enxuto, avaliam assessores econômicos.

Deputado federal por 16 anos, período em que relatou a mudança mais profunda na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Marinho migrou de poder e, como secretário especial de Previdência e Trabalho, tentou levar adiante sua pauta trabalhista sob a bandeira de geração de empregos. Acabou atropelando colegas dentro da própria equipe econômica e se indispondo com congressistas, perdendo parte do bom trânsito que lhe era garantido graças à experiência com o Parlamento. Procurado, Marinho não se pronunciou.

Até a promulgação da Previdência, o secretário atuou como um habilidoso negociador durante a tramitação da primeira – e também espinhosa – reforma da administração Bolsonaro. Seu papel de articulador foi tão bem sucedido que transbordou para outras áreas, à medida que a equipe econômica encontrava dificuldades no diálogo com os deputados e traçava planos para outras reformas e também era formada por muitos neófitos no trato político. Não à toa, virou alvo de brincadeiras de auxiliares, que o chamavam de “assessor de tudo”. 

Programa Verde Amarelo

A virada para o secretário se deu quando, em novembro de 2019, apresentou o Programa Verde Amarelo, como foi batizado o conjunto de medidas de estímulo ao emprego. Passou por cima de outras áreas do Ministério da Economia que alertavam contra a medida, pelo custo elevado e o risco de baixa efetividade. 

Nos dias seguintes, depois do envio da MP do programa ao Congresso, em reação, lideranças da Câmara ficaram dias sem atender os contatos do secretário. “Não sabíamos que a MP viria desse tamanho, agora, que se vire”, contou um deles.

O mal-estar causado foi tão grande que outros secretários mudaram o tratamento em relação a Marinho, garantem fontes. Colegas de dentro do Ministério da Economia também passaram a tratar o secretário especial de Previdência e Trabalho de forma protocolar

O desgaste aumentou depois que a Instituição Fiscal Independente (IFI) publicou estudo com críticas à MP Verde Amarelo. O golpe maior veio dias depois, quando foi revelado que estudo da Secretaria de Política Econômica (SPE) apontava um custo bem maior. 

Técnicos contam que Guedes deixou o seu auxiliar sozinho na defesa da taxação do seguro desemprego para bancar a desoneração da folha das empresas, uma promessa de campanha. Um quadro semelhante que ocorreu com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, na defesa da fixação do limite de 8% ao ano de juros para o cheque especial.

Programa em risco

Isolado, Marinho virou alvo de corporações e também de parlamentares que, por circunstâncias políticas, passaram a atacar seu programa de estímulo ao emprego. A disputa acirrada pela sucessão na presidência do Senado e, sobretudo, da Câmara tem levado ao que é classificado nos bastidores do governo como “necessidade de aceno político”. Mesmo congressistas ligados a setores empresariais acabam se posicionando contra a medida, menos por convicção e mais para angariar votos rumo às vagas hoje ocupadas por Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia.

Marinho já chegou a se descrever para interlocutores como o que não fala, mas realiza. Porém, costuma dizer também que o sucesso transforma uma pessoa em alvo. 

Se antes era o “assessor de tudo”, passou a se coilocar distante de qualquer articulação pelas reformas tributária ou administrativa. Seu objetivo era concluir o que começou na agenda trabalhista e avaliava ter uma tarefa a cumprir. Uma futura retomada da vida política não está completamente descartada, mas qualquer cálculo nessa direção só será feito após as eleições municipais de 2020.

Repercussão

Após a publicação do perfil pelo Estado no dia 19 de janeiro, o presidente da Câmara saiu em defesa do secretário. "Tem colaborado de forma decisiva na aprovação de matérias fundamentais para o futuro do nosso Brasil", postou Maia no Twitter, na noite de domingo. 

O secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, afirmou, também no Twitter, que Marinho é "parte fundamental da equipe econômica e tem tido papel decisivo no avanço das reformas estruturais". 

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Voz do Mickey, novo secretário especial da Previdência ganhou redes sociais na defesa da reforma

Nomeado para o lugar de Rogério Marinho, Bruno Bianco usou fama repentina nas redes para falar da reforma aprovada no ano passado

Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2019 | 04h00
Atualizado 06 de fevereiro de 2020 | 18h40

BRASÍLIA - O novo secretário especial da Previdência e Trabalho será Bruno Bianco, atual secretário adjunto do órgão. Nomeado no lugar de Rogério Marinho, que assumiu o Ministério do Desenvolvimento Regional no lugar de Gustavo Canuto, exonerado do cargo nesta quinta-feira, 6, Bianco tornou-se conhecido em fevereiro do ano passado durante entrevista coletiva que apresentava a reforma da Previdência.

Alçado aos tópicos mais comentados do Twitter à época, o então secretário-adjunto especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco Leal, converteu sua fama repentina em instrumento de propaganda e defesa da proposta que ajudou a elaborar. Em seu perfil criado na rede social, já acumula 36,7 mil seguidores que recebem até “videoaulas” sobre a situação catastrófica das contas da Previdência.

Em um episódio no ano passado, Bianco saiu em defesa da reforma e desafiou publicamente Ciro Gomes, terceiro colocado nas últimas eleições presidenciais, a provar a veracidade de uma informação divulgada pelo ex-candidato - que acabou desmentida pelo governo. A missão faz parte da estratégia de comunicação do governo para vencer a batalha pela aprovação da proposta no Congresso Nacional.

Em 20 de fevereiro de 2019, enquanto integrantes da equipe econômica anunciavam em uma entrevista de mais de quatro horas uma ampla proposta de mudança na vida e na aposentadoria de todos os brasileiros, Bianco virou assunto nas redes por conta da voz mais aguda. A característica, que ele carrega desde o nascimento, se deve a um hiato nas pregas vocais, que acaba deixando o ar passar em meio às cordas durante a fala.

A pessoas próximas, Bianco demonstrou não ter se importado com o entusiasmo dos internautas, que chegaram a compará-lo ao Mickey, personagem da Disney. Pelo contrário, virou o jogo a seu favor e se engajou na tarefa de usar o sucesso nas redes para angariar apoiadores da proposta na população e “neutralizar” informações falsas que acabam sendo disseminadas na internet.

Após o episódio, técnicos comentaram nos corredores que Bianco chegou a receber mensagens de apoio de fonoaudiólogos e atribuiu a repercussão ao fato de que as pessoas se identificam quando alguém deixa as inseguranças de lado para encarar um desafio. Falar em público para ele nem chega a ser novidade: graduado e com mestrado em Direito, ele dá aulas há dez anos.

O secretário acabou caindo nas graças também dos agentes do mercado financeiro, que ligam para a sede da Secretaria Especial pedindo nominalmente por uma agenda com Bianco. Na equipe econômica, a expectativa é que ele use a experiência adquirida durante a reforma do ex-presidente Michel Temer, quando já integrava o governo, para ajudar nas negociações técnicas e evitar os erros anteriores.

Na esteira dessa popularidade, ele participou de um programa humorístico de rádio e já gravou nove vídeos publicados em seu Twitter – os últimos dois bateram recorde de visualizações e contam com a participação da filha mais velha, Lara, de seis anos. Juntos, os dois fazem massa de modelar enquanto ele explica a situação das finanças do INSS e do regime dos servidores públicos. Bianco ainda tem uma segunda filha, Lis, de sete meses.

 

Carreira

Bianco tem 37 anos e é procurador federal da Advocacia-Geral da União (AGU). Ele trabalhava como assessor na Casa Civil quando a reforma de Temer estava sendo gestada. Partiu dele a iniciativa de acabar com a aposentadoria especial dos políticos (que permite benefícios de até R$ 33,7 mil mensais) e estabelecer que todos os novos eleitos passariam a contribuir para o INSS, como qualquer brasileiro. Esse hoje é um dos pilares repetidos pelo presidente Jair Bolsonaro na defesa do fim dos privilégios.

O secretário-adjunto especial se graduou em Direito em 2005, fez duas especializações e, já focado em Previdência, concluiu o mestrado em 2017, ano que foi o auge dos debates sobre a reforma de Temer no Congresso Nacional. Bianco compareceu praticamente a todas as audiências públicas. Na sua dissertação, falou da situação dramática das contas e alertou para o caso de Portugal, cujo Judiciário acabou tendo de recorrer uma “jurisprudência de crise” para permitir corte de benefícios e conseguir recolocar as finanças o País em equilíbrio - situação que ele defende ser preciso evitar a todo custo no Brasil.

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