Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Bolsonaro e Damares celebram veto a indenização a Dilma

Comissão de Anistia negou pedidos da ex-presidente petista e do deputado Ivan Valente (PSOL)

Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2022 | 16h27

O presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiu com ironia à notícia de que a Comissão de Anistia negou os pedidos da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e do deputado federal Ivan Valente (PSOL) por indenizações. Os dois políticos pediram reparação pelo período em que foram presos e torturados durante a ditadura militar, regime do qual Bolsonaro é apoiador.

Dilma pedia indenização de R$ 10,7 mil, mas o entendimento da comissão foi de que a petista já teve a anistia reconhecida anteriormente pelo governo do Rio Grande do Sul. 

"Dilma Rousseff, perdeu! Quem sabe lá na frente, quando algum esquerdista voltar ao poder, espero que não aconteça, você receba", disse o presidente em transmissão ao vivo nas redes sociais na quinta-feira, 28. "Ivan Valente gosta de uma grana. Tentou pegar mais uma graninha do Estado com as barbaridades que fez no passado", acrescentou, sem citar a tortura à qual Dilma e Valente foram submetidos.

Bolsonaro ainda afirmou que vai divulgar quanto os anistiados após a ditadura recebem de pensão do Estado brasileiro. 

Ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves parabenizou, no Twitter, a Comissão de Anistia pela negativa de indenizações. "Parabéns por trabalharem pautados na lei", afirmou. 

Transferida do Ministério da Justiça para o da Mulher, Família e Direitos Humanos, a comissão, que foi criada em 2002, mudou de perfil sob comando de Damares e endureceu os critérios. No primeiro ano do governo Bolsonaro, por exemplo, a comissão indeferiu 85% dos 2.717 pedidos de indenização, reconhecendo apenas 388 deles.

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