Isac Nóbrega/PR
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Bolsonaro faz referência a Ustra e diz críticos do general estão presos graças à coragem de Moro

Em discurso, presidente afirma que 'resgatou a honra de grande coronel do Exército' em referência ao primeiro militar condenado por sequestro e tortura durante a ditadura

Julia Lindner e Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2019 | 18h00
Atualizado 03 de outubro de 2019 | 11h08

BRASÍLIA – Em discurso no Palácio do Planalto nesta quarta-feira, 2, o presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer referência a Carlos Alberto Brilhante Ustraprimeiro militar condenado por sequestro e tortura durante a ditadura militar. Sem citá-lo, Bolsonaro afirmou que resgatou a “honra de um grande coronel do Exército” e disse ao ministro da Jutiça, Sérgio Moro, presente no evento, que muitos dos críticos do coronel estão presos em Curitiba “graças à sua coragem (de Moro)”.

Ao longo de sua vida pública, Bolsonaro já fez diversas declarações elogiosas a Ustra. A mais famosa ocorreu quando o atual presidente era deputado federal, em 2016, ao votar pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff – considerada uma das vítimas do DOI-Codi.

O presidente discursou em cerimônia sobre a nova fase da Operação Acolhida, que promove assistência a refugiados venezuelanos que migram para o Brasil. No evento, foram assinados dois documentos: um de criação de fundo privado de doações ao programa Acolhida e outro de protocolo de intenções para incentivar municípios a receberem refugiados.

Bolsonaro afirmou que “mais importante” do que “resgatar a liberdade e paz na Venezuela” é colaborar para que países vizinhos não se aproximem daquilo que vive “nosso querido povo venezuelano”. “Brasil, peço a Deus. Não flerte mais com o socialismo”, disse.

O presidente afirmou ainda que a Venezuela é “a prova viva” de que as Forças Armadas decidem se haverá ou não “liberdade e democracia”. “Quem mantém a ditadura venezuelana são as suas Forças Armadas”, disse.

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