Bolsonaro critica Facebook e diz que o ‘certo seria tirar jornais de circulação’

Presidente afirma que acionou AGU para que apure restrição imposta por rede social e ataca imprensa

Pedro Caramuru, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2021 | 19h27

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira, 15, que a Advocacia-Geral da União (AGU) foi acionada para que investigue o bloqueio imposto pelo Facebook, que, segundo ele, vem proibindo a publicação de imagens em páginas de conteúdo político. Ele também voltou a criticar a imprensa. “O certo é tirar de circulação Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Antagonista. São fábricas de fake news", afirmou. "Agora deixa o povo se libertar, ter liberdade. Logicamente, se alguém extrapolar alguma coisa, tem a Justiça para recorrer. Agora o Facebook vir bloquear a mim e a população. É inacreditável que isso impere no Brasil. E não há reação da própria mídia”, continuou Bolsonaro, que passa o carnaval no litoral catarinense.

Apesar da declaração, Bolsonaro disse que não tomaria providências para a censura aos jornais por ser “um democrata” e não deu detalhes da investigação da AGU.

Sob pressão de setores de transporte e caminhoneiros pelo preço dos combustíveis, o presidente pediu, no último dia 11, a apoiadores para que abastecessem os veículos e enviassem foto de notas fiscais com os valores pagos via redes sociais. Segundo o presidente, o objetivo é encontrar indícios de bitributação e esclarecer as alíquotas pagas em impostos federais e estaduais. Bolsonaro alega que sofreu bloqueio do Facebook para se comunicar, receber imagens e utilizar a rede social.

“Aos críticos: fiquem tranquilos, vocês estão sempre preocupados com alguma coisa. Os combustíveis continuam aí com uma nuvem muito carregada no horizonte, mas vamos resolver esse problema”, afirmou o presidente em transmissão feita nas redes do filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

O Facebook não comentou as declarações do presidente.

Mais tarde, em conversa com jornalistas, Bolsonaro afirmou que está cobrando o ministro Paulo Guedes (Economia) para “zerar o mais rápido possível os 36% do PIS/Cofins do diesel”.  “Nós importamos em torno de 25% do diesel. O preço lá fora tem subido, o dólar aqui está em um nível alto, não baixa. Em consequência, segundo a Petrobrás, novos reajustes virão”, afirmou. O presidente voltou a criticar a política fiscal dos Estados na cobrança do ICMS e disse esperar que o Congresso aprove tributação fixa e uma única vez sobre os combustíveis. COLABOROU FÁBIO BISPO, ESPECIAL PARA O ESTADÃO

 

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