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Dida Sampaio / Estadão
Dida Sampaio / Estadão

Bolsonaro compartilha vídeo que pede fim do isolamento e traz críticas a Mandetta e Doria

Na publicação, jornalista cita um 'show mórbido' e destaca que não existem 'mapas' comprovando o efeito mitigador do distanciamento social na prevenção ao coronavírus

Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2020 | 11h26

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro compartilhou nesta quarta-feira, nas redes sociais, vídeo com ataques a medidas de isolamento social adotadas no combate à pandemia da covid-19. Bolsonaro destacou o título do vídeo "Os sócios da paralisia", publicado originalmente pelo jornalista Guilherme Fiuza, em que é apresentada uma série de críticas ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

No vídeo, Fiuza cita um "show mórbido" e destaca que não existem "mapas" comprovando o efeito mitigador do distanciamento social na prevenção ao novo coronavírus.

"Você está em casa assistindo o governador de São Paulo assumir a paternidade da cloroquina, o ministro da Saúde explicar que traficante também é gente, jornais estrangeiros publicar fotos de covas abertas para dizer que o Brasil não tem mais onde enterrar seus mortos, entre outras referências intrigantes e estridentes sobre o assunto. Se você está paralisado e catatônico é porque já sabe que isso é um show mórbido", afirma Fiuza no início do vídeo.

A referência a Mandetta é uma declaração do ministro, na semana passada, de que para proteger a população que vive em favelas dominadas por criminosas será preciso dialogar. “Como se entra no morro em guerra para retirar uma senhora com sintomas? Saúde não é polícia”, disse Mandetta ao Estado na semana passada.

No vídeo compartilhado por Bolsonaro, o jornalista cita ainda os impactos econômicos do isolamento, com o fechamento de pequenas empresas e previsão de queda 4% no Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil.

As recomendações de isolamento são o principal impasse entre Bolsonaro e Mandetta, que está com o cargo ameaçado desde a semana passada.  O ministro já avisou a equipe que deve ser demitido. O presidente defende a retomada da atividades econômicas acompanhada de um isolamento seletivo, voltado apenas para grupos de risco.

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