Eraldo Peres/AP
Eraldo Peres/AP

Bolsonaro comemora fim de contrato de assessoria de imprensa

Presidente disse que contratos como esse eram fonte de 'ações escusas' de governos anteriores

Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2019 | 12h10
Atualizado 24 de janeiro de 2019 | 11h38

O presidente Jair Bolsonaro comemorou o anúncio do fim do contrato de assessoria de imprensa na área internacional para o Palácio do Planalto, e aproveitou para criticar governos anteriores, dizendo que gastos desse tipo eram "uma das muitas fontes de ações escusas" de grupos no poder. 

"Nos governos anteriores, esses gastos ultrapassavam centenas de milhões. Era mais uma das muitas fontes de ações escusas dos grupos que estavam no poder, cuja boa parte dos membros está presa. Uma irresponsabilidade em detrimento das reais demandas dos brasileiros e do Estado!", escreveu o presidente em seu perfil no Twitter.

Na quarta, o Ministério da Secretaria de Governo, Carlos Santos Cruz, anunciou que não irá renovar um contrato com a CDN no valor de R$ 30 milhões para assessoria internacional do Palácio do Planalto. Segundo o porta-voz Otávio Rêgo Barros, o governo também quer reduzir em 30% a quantidade de cargos na Secretaria Especial de Comunicação (Secom), afirmou terça-feira.

Procurada, a CDN informou ao Estado que rompimentos de contrato em fins de um governo e início de outro "não são atípicos". Sobre os comentários do presidente, a companhia afirmou que não iria se manifestar. 

Bolsonaro também comemorou encerramento de gastos de propagando de estatais como a Caixa e o Banco no Brasil. "Zeramos os custos com propaganda de Caixa e BB neste início de governo e pretendemos encerrar de maneira justa e enxuta!", disse. 

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