Michel Jesus/Camara dos Deputados
Michel Jesus/Camara dos Deputados

Bolsonaro: ‘Coaf continua no governo, é a mesma coisa’

Presidente afirmou que Congresso agiu ‘legitimamente’ na votação sobre a medida da reforma administrativa

Amanda Pupo, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2019 | 13h58

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, 29, que o Congresso Nacional agiu "legitimamente" na votação que aprovou a reforma administrativa do governo com ajustes, retirando o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) das mãos do ministro Sérgio Moro, que comanda a pasta de Justiça e Segurança Pública.“Parlamento agiu legitimamente”, disse Bolsonaro a jornalistas, acrescentado que irá “sancionar tudo”. “Coaf continua no governo, é a mesma coisa”, respondeu.

As declarações foram dadas à imprensa após sair de uma visita do Ministério da Defesa, onde participou de um almoço da Marinha. É o segundo compromisso fora da agenda oficial do presidente nesta quarta-feira, que mais cedo foi a pé do Planalto até o Congresso Nacional. Quando questionado se pensa em fazer um decreto para alterar a situação do Coaf, Bolsonaro deu a entender que não, sinalizando negativamente, e emendou a frase: “Vou sancionar tudo aí.”

Na quarta-feira, 29, o Senado aprovou o texto da reforma administrativa efetuada por Bolsonaro no início do ano através de Medida Provisória, que reduziu de 29 para 22 ministérios, e havia colocado o Coaf sob o comando da Justiça. O Congresso, no entanto, através de votações primeiro na Câmara e depois no Senado, transferiu o conselho para o Ministério da Economia.

Para Entender

Como funciona o Coaf?

Transferido do Ministério da Justiça para o da Economia após aprovação do Senado, o Coaf é o Conselho de Controle de Atividades Financeiras responsável por conter e investigar crimes financeiros. Confira aqui como o órgão atua e a sua importância.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.