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Alan Santos/PR
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Bolsonaro: ‘Até segunda-feira, os 22 são ministros’

Presidente afirma que conversou com Sérgio Moro sobre a prisão de um assessor do titular da pasta de Turismo, Marcelo Álvaro Antônio; ‘Tendo qualquer coisa robusta, providências serão tomadas’

Beatriz Bulla e Célia Froufe, enviadas especiais, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2019 | 23h01

OSAKA – O presidente Jair Bolsonaro afirmou no Japão, onde participa da cúpula do G-20, que pediu ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, que a Polícia Federal investigue casos semelhantes ao que atingiu Mateus Von Rondon, assessor especial do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Bolsonaro disse que o ministro do Turismo permanecerá no cargo, até o momento.

“Se prender um assessor meu, não quer dizer que eu seja culpado de alguma coisa, né?”, disse Bolsonaro. “Uma vez tendo qualquer coisa mais robusta contra uma ação irregular de ministro, as providências vão ser tomadas. Até segunda-feira, os 22 são ministros”, afirmou.

Nesta semana, a Polícia Federal prendeu Von Rondon, assessor especial de Marcelo Álvaro Antônio, no âmbito da Operação Sufrágio Ostentação, que investiga supostas candidaturas laranjas do PSL em Minas Gerais na eleição de 2018.

“O que falei com Moro, também, e ele já está tomando providências é uma coisa muito importante. A acusação em cima do Mateus Von Rondon é tendo em vista uma candidata que recebeu uma importância grande de recursos do fundo partidário e teve uma quantidade ínfima de votos. A mesma coisa ou mais grave aconteceu em quase todos os outros partidos, então o que falei para ele é que determine à PF que investigue todos os partidos onde candidatas receberam recursos enormes e tiveram uma votação bastante pequena. Tem que valer para todo mundo, não ficar fazendo pressão em cima do PSL para tentar me atingir”, disse Bolsonaro a jornalistas. 

Ele disse ter conversado com Moro, que mandou a cópia do que foi investigado pela PF para o presidente. O presidente deve se reunir com o ministro quando voltar ao Brasil e afirmou que Moro impôs como condição, quando ele aceitou ser ministro, que o presidente deixasse o processo correr em casos de investigação do primeiro escalão do governo.

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