Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Bolsonaro anuncia general assessor de Dias Toffoli para o Ministério da Defesa

General da reserva Fernando Azevedo e Silva já atuou no Haiti e fez a ponte com o Congresso durante o governo Collor

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2018 | 09h22

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou nesta terça, 13, pelo Twitter, o nome do general da reserva Fernando Azevedo e Silva, ex-chefe do Estado Maior do Exército, para estar à frente do Ministério da Defesa em seu governo. Em setembro, Azevedo e Silva foi indicado pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, como assessor da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido do próprio presidente da Corte, Dias Toffoli

Não é a primeira vez que Azevedo e Silva assumirá uma função no Executivo. Em 2011, ele foi nomeado pela então presidente Dilma Rousseff (PT) para comandar a Autoridade Pública Olímpica e, antes disso, fez a ponte com o Congresso durante o governo de Fernando Collor. O militar também desempenhou a função de Chefe de Operações na Missão de Paz da ONU, no Haiti.  Leia o perfil completo do futuro ministro

"Bom Dia! Comunico a todos a indicação do General-de-Exército Fernando Azevedo e Silva para o cargo de Ministro da Defesa", escreveu Bolsonaro. O primeiro nome cotado para o ministério era o do general da reserva Augusto Heleno, que acabou sendo indicado por Bolsonaro para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Agora já são cinco os ministros definidos por Bolsonaro. Além de Azevedo e Silva na Defesa, foram confirmados o economista Paulo Guedes na Economia; o astronauta Marcos Pontes na Ciência e Tecnologia; a deputada federal Tereza Cristina na Agricultura e o deputado federal Onyx Lorenzoni na Casa Civil.

Em agosto, ainda como chefe do Estado Maior do Exército, Azevedo e Silva defendeu "conciliação e tolerância" nas eleições 2018Ele ressaltou que os militares são "parte significativa da maioria do povo brasileiro que pretende usar o voto, a arma mais poderosa e legítima da democracia, para começar a superar a crise profunda em que estamos mergulhados."

No Quartel-General do Exército, o general disse que o trabalho dos militares não é reconhecido e se queixou do orçamento das três Forças e dos salários que recebem. "Os constantes desafios a que as Forças Armadas vêm sendo submetidas, muitos deles alheios à nossa destinação principal, não têm recebido, das esferas competentes, o merecido reconhecimento, justo e digno, principalmente quanto ao orçamento e à remuneração do nosso pessoal."

Ligação

Azevedo e Silva é amigo  do vice-presidente eleito Hamilton Mourão, também general da reserva. Ele também esteve ao lado de Bolsonaro quando este ainda estava na ativa. O futuro ministro da Defesa era da turma anterior à do presidente eleito na academia de formação de oficiais. Eles serviram juntos na Brigada Paraquedista.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.