Marcos Corrêa/PR
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Bolsonaro almoça com parlamentares no Palácio do Planalto

Ministros do governo também participaram do encontro, que não tratou de temas polêmicos como o caso Queiroz ou a eventual demissão do ministro Abraham Weintraub

Julia Lindner e Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2020 | 15h47

BRASÍLIA - Horas após a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o presidente Jair Bolsonaro promoveu um almoço para parlamentares, ministros e empresários no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira, 18. No cardápio, foi servido leitão à pururuca. Temas polêmicos como o caso Queiroz ou a eventual demissão do ministro Abraham Weintraub, no entanto, ficaram fora do menu principal, segundo relatos de presentes.

Entre os convidados estavam os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Jorge Oliveira (Secretaria-Geral), além do líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), e o deputado João Carlos Bacelar (Pode-BA).

Embora o caso Queiroz não tenha sido tratado diretamente, um participante do almoço afirmou que a prisão é "constrangedora" e "irrita" o presidente. Por ter sido determinada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), os parlamentares aliados de Bolsonaro tentam emplacar o discurso de que pode haver envolvimento político do governador Wilson Witzel no caso, desafeto de Bolsonaro.

O deputado Fábio Ramalho (MDB-MG), conhecido por distribuir quitutes mineiros por onde passa, levou uma leitoa para o almoço, mesmo prato oferecido por ele no dia anterior para Rodrigo Maia (DEM-RJ) e outros líderes da Câmara.

Segundo outro participante do evento, Bolsonaro estava "tranquilo", tirando fotos com os convidados e passou muito tempo conversando com um empresário do agronegócio sobre o mercado brasileiro de café. O presidente queria entender o que é necessário para aumentar as exportações brasileiras do produto.

Antes, pela manhã, Bolsonaro convocou uma reunião de emergência com o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, e o ministro da Secretaria-geral, Jorge Oliveira, que também é subchefe de assuntos jurídicos da Presidência.

Mais cedo, Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada sem falar com apoiadores. Normalmente, o presidente fala por alguns minutos com as pessoas que o aguardam na entrada da residência oficial, o que não ocorreu na manhã desta quinta-feira. Ele ainda não se pronunciou publicamente até o momento.

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