Gabriela Biló
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Bolsonaro afirma que tem hérnia no abdome e que pode voltar a médico em fevereiro

Presidente descobriu que tem uma dilatação na região abdominal, que teria sido agravada após facada que levou em setembro de 2018

Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

02 de janeiro de 2020 | 22h38

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 2, que tem uma hérnia no abdome e que pode ter que avaliar a situação médica em fevereiro. “Estou grávido. Tem uma dilatação acontecendo e talvez em fevereiro eu faça uma inspeção de saúde”, disse. A declaração foi dada em conversa com a imprensa no Hospital DF Star, depois que o presidente visitou a primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Ela passou por cirurgia para troca de próteses de silicone na mama e de correção de afastamento de músculos do abdômen.

“É a idade da gente. Eu tenho 64 anos, foram quatro cirurgias, em que foi aberto todo o abdômen. Foi um negócio extremamente grave. Eu costumo até dizer: quatro gravidez”, explicou. Segundo o médico cirurgião, Régis Ramos, que avaliou Bolsonaro e também realizou as cirurgias da primeira-dama, o presidente apresenta uma hérnia lateral, que causa “certo desconforto de vez em quando”.

O presidente mencionou ainda ter passado por problemas de saúde recentes. “Há 40 dias eu tive uma crise, um problema numa alça, e resolveu tudo sozinho”, disse. Ele destacou que a dilatação no abdômen não é uma questão de estética. “Agravou com a facada. Eu fazia certos esportes, agora só na piscina”, comentou.

Na conversa com a imprensa no saguão do hospital, o presidente falou ainda dos seus últimos dias de 2019, mas não entrou em detalhes sobre sua volta antecipada para a capital. O presidente adiantou o retorno para Brasília para o dia 31 de dezembro para passar o réveillon com a esposa. A previsão inicial era que Bolsonaro só voltasse no dia 5 de janeiro.

“Quando eu cheguei na Bahia, enfrentei quatro pepinos. Eu consegui resolver lá na Bahia. Foi um dos piores dias do ano da minha vida foi quando cheguei na Bahia. Problemas nacionais, não vou entrar em detalhes”, disse.

Sobre as atividades dos próximos dias, o chefe do Executivo comentou sobre sanções em vista de vencer, incluindo o fundo eleitoral.

“Tem sanções que vencem, meia dúzia, não vou deixar para última hora. É o prazo necessário. O veto as vezes é importantíssimo. Por vezes o parlamento, eu como integrei o parlamento, torcia para que algo fosse vetado porque nós votamos, é o jogo democrático e é a maneira de fazer leis no Brasil.”

O presidente aproveitou para dizer que fará uso de todo o prazo para analisar o fundo eleitoral de R$2 bilhões para eleições municipais. “Eu tenho o prazo. Se deixar para o último dia, eu vou estar na Índia. Se for deixar para o último dia, o Mourão que vai decidir. Mas, o Mourão não. A responsabilidade é minha não vou passar para ele agora”, declarou.

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