Bolsa-Família já conquistou opositores, diz ministro

Para Patrus, oposição não fará disputa política sobre eventual reajuste do programa de transferência de renda

Eduardo Kattah, de O Estado de S.Paulo,

03 de julho de 2009 | 17h26

O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, está confiante de que a oposição não irá fazer "disputa política" com o eventual reajuste do valor do benefício do Bolsa-Família. Para Patrus, o programa de transferência de renda já conquistou o reconhecimento dos opositores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele não acredita o reajuste possa ser tachado como uma ação eleitoreira. O Bolsa Família é um dos carros chefes da futura candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Palácio do Planalto, em 2010.

 

"Não acredito que alguém vai fazer disputa política em torno de um benefício que está assegurando às pessoas, entre outros direitos, o direito sagrado, o direito fundamental à alimentação, ao pão nosso de cada dia", disse Patrus, na noite de anteontem (02), ao participar do lançamento do livro Brasil Direitos Humanos - 2008: A realidade do país aos 60 anos da Declaração Universal, na Prefeitura da capital mineira.

 

O ministro disse que soube pela imprensa que Lula já tomou a decisão de reajustar o benefício ainda neste ano. Ele confirmou, porém, que já enviou ao presidente estudos para a correção do valor, com base em diferentes cenários.

O último reajuste do benefício, de 8%, foi em julho de 2008. O valor médio passou de R$ 78 para R$ 85. A bolsa de R$ 30 paga aos adolescentes (limitado a dois por família) não sofreu correção. Patrus destacou que a inflação no período foi baixa. O objetivo agora é tentar garantir que reajuste tenha pelo menos como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O primeiro reajuste do benefício - de 18,25%, em agosto de 2007 - levou em conta o INPC entre outubro de 2003 e maio de 2007.

 

"A posição do presidente é no sentido de que o Bolsa Família não deve perder o seu poder de compra. É importante que o programa continue garantindo às famílias direitos básicos, como o direito à alimentação, condições para o cumprimento das condicionalidades, da educação, da saúde. Fundamental também que o programa continue reduzindo a pobreza e reduzindo as desigualdades do País", destacou Patrus.

 

Conforme o ministro, o Bolsa Família sempre cumpriu suas finalidades e não pode perder seu "nível básico". "Que possibilite também esse impacto positivo na economia. Os beneficiários do Bolsa Família, quando estão comprando, estão aquecendo as economias locais e regionais".

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