Bolsa família começa a pagar novos beneficiários

Esta semana programa que atendia 11,1 milhões beneficiários contará com mais 1 milhão

Agência Brasil,

20 de maio de 2009 | 17h17

Cerca de 382 mil novas famílias começaram a receber nesta semana o benefício do Bolsa Família. Até o fim do ano, o programa, que atendia até abril 11,1 milhões beneficiários, contará com mais 1 milhão, sendo metade em agosto e o restante em outubro.

 

A ampliação ocorreu porque o limite de renda per capita mensal exigido por família foi elevado de R$ 120 para R$ 137. A diretora de Gestão dos Programas de Transferência de Renda do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Camile Mesquita, disse que o aumento se deve à incorporação de um índice construído junto com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de volatilidade de renda.

 

"As famílias pobres são pobres por uma insuficiência de renda, mas, também, porque não permanecem por muito tempo no mercado de trabalho", disse Camile. Segundo ela, o estudo mostrou que entre 18% e 40% das famílias entram e saem frequentemente do campo de abrangência do Bolsa Família devido às oscilações no mercado de trabalho.

 

Além de ter ajudado o país a atingir a primeira meta do milênio, de redução da extrema pobreza em 50%, prevista para ser cumprida até 2015, Camile afirmou que o Bolsa Família tem contribuído em diversas áreas. Entre as principais estão a melhoria das condições nutricionais dos beneficiários, a diminuição da evasão escolar e o aumento no número de matrículas, e o planejamento financeiro das famílias, na medida em que o benefício é fixo e elas podem programar suas aquisições.

 

Para Camile, em algumas regiões o Bolsa Família pode, inclusive, ter ajudado a conter a força da crise mundial com o fortalecimento do mercado interno. "Esse benefício chega diretamente às famílias, e são famílias que não fazem poupança, que utilizam esses recursos imediatamente no comércio local. Isso gera uma movimentação econômica e produz um ciclo virtuoso de crescimento econômico, principalmente no comércio de mais baixa renda", afirmou.

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