'Bolsa-Família atingirá netos de beneficiários', diz Patrus

Ministro diz que programa não pode ser visto como transitório e admite dependentes até terceira geração

AE, Agencia Estado

06 de fevereiro de 2009 | 08h54

Criticado pelo ministro de Ações Estratégicas, Mangabeira Unger, o Bolsa Família foi defendido ontem pelo titular do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. O ministro afirmou que o programa não pode ser visto como "transitório" e as políticas sociais não são filantropia. Admitiu, porém, que nem todos os beneficiados deixarão a dependência do governo. Patrus disse que o programa atende ?trabalhadores de baixa renda?, pessoas que tiveram alguma formação e respondem a programas de capacitação, mas ponderou que nem todo o público é assim. "Trabalhamos na perspectiva das crianças, dos filhos e netos. Porque são pessoas indigentes, que não tiveram seus direitos básicos atendidos e são hoje analfabetos, não sabem trabalhar, têm suas famílias desestruturadas", disse.Mangabeira disse, recentemente, que o foco dos programas de capacitação deve ser "os menos pobres entre os pobres", para que deixem a dependência. Patrus lançou ontem convênio com a construtora Norberto Odebrecht, que vai oferecer vagas de capacitação para 12 mil beneficiários do Bolsa Família em construção e mecânica. Cerca de 5 mil podem ser aproveitados na obra da hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia.O convênio visa a acelerar o plano de qualificação dos beneficiários do Bolsa Família, lançado no segundo semestre de 2008 e longe de atingir a meta. "Cometemos alguns equívocos, como lançar o programa em ano eleitoral, não priorizar a comunicação com as famílias e não fazer uma motivação adequada, como estamos fazendo agora", admitiu Patrus. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.