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Bolsa-alimentação vai atingir mais de 3 mil municípios

Antes de completar o primeiro ano de aniversário, o programa bolsa-alimentação do Ministério da Saúde passará a atender mais de um milhão de beneficiários em 3.032 municípios. Nesta terça-feira, gestantes e mães de crianças até seis anos cadastradas no programa poderão sacar o dinheiro nas agências da Caixa Econômica Federal. Gestantes, mães que estão amamentando bebês de até seis meses e crianças com mais de seis meses até 6 anos e 11 meses podem participar do programa, desde que a renda per capita da família seja de até R$ 90,00 por mês. A inscrição é feita pelas prefeituras. Cada família ganha R$ 15,00 por pessoa, mas o benefício não pode ultrapassar R$ 45,00 por mês. Para o pagamento desta terça-feira foram reservados cerca de R$ 15 milhões, que beneficiarão aproximadamente 675 mil famílias em todo o país. O governo quer atender, anualmente, mais de 3,5 milhões pessoas. A permanência no programa é condicionada ao cumprimento de exigências. As gestantes precisam participar de pré-natal e as mães devem o cumprir o calendário de vacinação. Precisam também freqüentar palestras sobre cuidados gerais com a criança e planejamento familiar. A diretora da Coordenaçao da Política de Nutrição do ministério, Denise Coitinho, gerente do programa, revela que o governo está bastante convencido de que essa alternativa é superior à distribuição de leite ou de cestas básicas. "Basta orientação para que as mães gastem mesmo o dinheiro com a compra de alimentos", diz. Segundo ela, o bolsa-alimentação é um programa que promove a cidadania. Denise diz que as mulheres se queixavam de ter de entrar em filas de distribuição de alimentos. "Parece que estão fazendo favor para a gente", costumavam reclamar. Além disso garantiam: "Se me der o dinheiro, eu faço render mais". Ela conta que, no dia do pagamento, as mulheres fazem questão de levar para casa o dinheiro trocado, de preferência em notas de R$ 2,00. Incremento - A coordenadora informa ainda que o programa acaba movimentando a economia local. Os comerciantes das cidades já se preparam para atender as mulheres, titulares dos cartões magnéticos usados para sacar o dinheiro nas agências da Caixa Econômica Federal, casas lotéricas ou estabelecimentos comerciais conveniados ao Caixa Aqui. Agricultores familiares também levam o excedente da produção para as feirinhas. Com o dinheiro da venda, aplicam na compra de sabão, óleo e açúcar, entre outros. O bolsa-alimentação é um programa de complementação de renda para reduzir os índices de mortalidade infantil e desnutrição entre famílias pobres. Agentes de saúde acompanham o desenvolvimento das crianças. Cerca de 80% dos municípios brasileiros já aderiram ao programa, lançado em setembro de 2001 em São José da Tapera (AL), uma das cidades mais pobres do País.

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