Boeing considera 'decepcionante' o resultado

Fabricante norte-americana foi uma das preteridas pelo governo brasileiro no programa de aquisição de 36 aeronaves de combate

Valmar Hupsel Filho , O Estado de S. Paulo

18 Dezembro 2013 | 19h57

São Paulo - O anúncio de que o governo brasileiro preferiu adquirir os caças suecos Gripen para compor o programa FX-2 foi considerado "decepcionante" pela Boeing Company, uma das concorrentes preteridas. O contrato ainda as ser assinado prevê a aquisição de 36 aeronaves de combate da fabricante Saab, que irá transferir a tecnologia dos caças para a Força Aérea Brasileira, a um custo estimado em US$ 4,5 bilhões.

A fabricante norte americana, que concorria com o caça F/A-18E/F Super Hornet, afirmou em nota que, embora decepcionante, o resultado do certame "de forma alguma diminui o comprometimento da empresa em expandir sua presença, ampliar suas parcerias e apoiar as necessidades do Brasil em termos de segurança". 

A Boeing informou que nas próximas semanas vai consultar a Força Aérea Brasileira para entender melhor a decisão. A empresa reafirma sua disposição de expandir sua colaboração com a indústria brasileira.

Um dos fatores que levaram o Brasil a escolher o caça sueco Gripen, da Saab, foi o fato da propriedade intelectual sobre os equipamentos se tornar brasileira após o desenvolvimento da aeronave em parceria com a Embraer, afirmou o ministro da Defesa, Celso Amorim. "Isso não ocorre normalmente. Muitas vezes, se transfere a tecnologia mas as patentes continuam no país de origem", afirmou.

Confira a íntegra da nota oficial da Boeing Company:

"A Boeing está ciente sobre o anúncio do governo brasileiro de que o caça F/A-18E/F Super Hornet não foi selecionado para participar das negociações contratuais da concorrência F-X2. Embora decepcionante para a Boeing, a decisão, de forma alguma, diminui o comprometimento da empresa em expandir sua presença, ampliar suas parcerias e apoiar as necessidades do Brasil em termos de segurança. Nas próximas semanas, nós trabalharemos com a Força Aérea Brasileira (FAB) para entender melhor sua decisão. Nossa participação na concorrência F-X2 ofereceu a oportunidade de estabelecer parcerias importantes e colaboração com a indústria e o governo brasileiro, as quais continuaremos a expandir independentemente da decisão do F-X2".

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