BNDES foi vítima em caso de desvio de verbas, diz Coutinho

Presidente do Banco classifica como 'lamentáveis' as denúncias envolvendo o deputado Paulinho da Força

Célia Froufe, da Agência Estado,

09 Junho 2008 | 10h51

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, classificou nesta segunda-feira, 9, como "lamentáveis" as denúncias de irregularidades na concessão de empréstimos do Banco, que estão sendo investigadas pela Operação Santa Tereza, da Polícia Federal. "Fico tranqüilo em dizer que não há indício de funcionários envolvidos nesse episódio. O BNDES foi uma vitima e é preciso aperfeiçoar as regras do BNDES, que já são rigorosas", disse.  Veja também: Entenda a operação Santa Tereza Leia a íntegra do relatório da PF Grampo da PF liga Paulinho ao caso BNDES  A Operação da PF acusa o deputado Paulinho da Força (PDT-SP) de envolvimento em organização criminosa para desvio de verbas do BNDES.  A polícia identificou ainda que a ONG presidida pela mulher de Paulinho recebeu R$ 1,199 milhão do BNDES em operação não-reembolsável. Esse repasse foi feito quando o lobista João Pedro Moura, amigo de Paulinho, integrava o conselho de administração do Banco. O presidente do BNDES admitiu, porém que, fora do banco, é difícil coibir ações como essa e passou o seguinte recado aos interessados em obter recursos do BNDES: "senhores empresários: evitem intermediários e apresentem seus projetos diretamente ao banco".  Um e-mail capturado pelos peritos da PF, datado de 26 de janeiro de 2005, e divulgado no último sábado faz um laço de mais de três anos entre o esquema de desvio de recursos do BNDES e Paulinho da Força. A mensagem, enviada por Marcos Mantovani, da Progus Consultoria, ao lobista e então conselheiro do banco estatal João Pedro de Moura informa que Gaspar (supostamente José Gaspar, vice-presidente do PDT paulista) "achava importante" apresentar o esquema da consultoria a Paulinho.  O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto será o relator do inquérito contra o deputado. O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, indicou na última segunda que já pediu a quebra de sigilos bancário e fiscal de outros envolvidos no caso. Oficialmente, porém, o inquérito só aponta Paulinho como investigado.  

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