BNDES destina R$ 500 milhões à saúde

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai desembolsar este ano R$ 500 milhões para investimentos em saúde - 25% do total de recursos da área social. No ano passado, o desembolso foi de R$ 300 milhões. Os recursos serão destinados à construção de hospitais (privados e filantrópicos prestadores de serviço do Sistema Único de Saúde), aquisição de equipamentos médicos e à modernização de gestão hospitalar. "Os números do IBGE divulgados ontem mostram que qualquer avanço passa, necessariamente, pelo enfrentamento das questões sociais", afirmou o presidente do BNDES, Francisco Gros, na abertura do seminário "Brasil/Reino Unido - Compartilhando Experiências na Área de Saúde".A divisão, por região, dos recursos destinados à saúde este ano deverá seguir os porcentuais do ano passado, quando 67% foram investidos no Sudeste, 14% no Nordeste, 13% no Sul, 5% no Centro-Oeste e apenas 1% no Norte."Para estimular a descentralização dos serviços hospitalares de alta complexidade, estamos oferecendo empréstimos a juros mais baixos para quem for construir hospitais privados em outras regiões", afirmou a diretora da Área de Desenvolvimento Social do banco, Beatriz Azeredo. O banco aprova financiamentos cobrando, anualmente, Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 1%, no caso de hospitais filantrópicos, e TJLP mais 2,5% para os privados. Nas regiões onde existem menos hospitais, no entanto, o BNDES oferece as melhores condições para os privados.Filantrópicos - Com o objetivo de aprimorar seu programa na área de saúde, o BNDES também está financiando um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), orçado em R$ 500 mil, cujo objetivo é conhecer mais a fundo os hospitais filantrópicos de todo o País. "Queremos ter uma análise mais detalhada do tamanho e das condições desse setor", explicou a diretora da área de Desenvolvimento Social do banco, Beatriz Azeredo. O estudo deverá estar pronto até o fim do ano. "Vai nos dar subsídios para melhorar nosso programa", disse. "Sabemos apenas que os filantrópicos são muitos, mas esse é o primeiro censo do setor." Embora os indicadores sociais mostrem que a maior carência do País é na área de prevenção, Beatriz Azeredo informou que não existe nenhum estudo para ampliar a destinação dos empréstimos da área de saúde (para além de construção, aquisição de equipamentos e modernização de gestão de hospitais). "O que temos são programas de investimento em modernização tributária para as prefeituras que resultam na melhoria da arrecadação e, conseqüentemente, em mais recursos para a prevenção", explicou.

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