Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Bloqueio ao entorno do TRF-4 altera rotina de porto-alegrenses

Área do tribunal só poderá ser acessada por pessoas previamente cadastradas e o trânsito será desviado para outras rotas

Taís Seibt, O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2018 | 11h59

PORTO ALEGRE - Desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira, 23, um dia antes do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), agentes de trânsito de Porto Alegre já começaram a posicionar os materiais necessários para sinalizar o bloqueio das ruas que circundam o TRF-4. Ao primeiro sinal do comando da operação, por volta do meio-dia, a área só poderá ser acessada por pessoas previamente cadastradas e o trânsito de veículos e linhas de ônibus será desviado para outras rotas.

Aeronaves da Polícia Rodoviária Federal e da Brigada Militar sobrevoaram a região metropolitana de Porto Alegre durante a manhã para monitorar a movimentação na cidade e no acesso à capital gaúcha. Três embarcações reforçam o monitoramento do acesso a Porto Alegre pelo Rio Guaíba.

O esquema de segurança, que promete bloquear o entorno do tribunal por terra, água e ar, começa a mostrar seu impacto na rotina dos porto-alegrenses a partir desta tarde, quando diversos órgãos públicos e até mesmo pontos comerciais situados na zona restrita fecharão as portas até que a 8.ª Turma do TRF-4 decida sobre o recurso de Lula no caso do triplex do Guarujá.

“Ao longo da tarde, conforme os órgãos forem encerrando suas atividades, naturalmente a área será evacuada. Agentes estarão no local durante todo o período para orientar motoristas e pedestres”, diz o gerente de controle e monitoramento da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Paulo Ramirez.

Sem detalhar o efetivo envolvido, o capitão Felipe de Oliveira, da equipe de comunicação da BM, afirma que homens já estão sendo deslocados para reforçar o policiamento ostensivo na região de bloqueio.

Agentes da Polícia Rodoviária Federal acompanham desde o começo da manhã a chegada de novas caravanas de apoio a Lula, que se unem ao acampamento montado no Anfiteatro Pôr-do-Sol, a poucas quadras do TRF-4.

“Aumentou o número de ônibus que chegam pela BR-101, vindos de outros Estados. O deslocamento das caravanas está ocorrendo muito tranquilamente e sem incidentes”, diz o chefe de comunicação da PRF-RS, Alessandro Castro. 

A partir da meia-noite, o bloqueio será estendido até a Avenida Mauá, que costeia o Rio Guaíba desde o centro da cidade, e às 5h de quarta-feira, o acesso a Porto Alegre pela Avenida da Legalidade também será interrompido. Sobrevôos de monitoramento devem ser intensificados a partir desta tarde, quando manifestações pró e contra Lula tomarão corpo no Centro Histórico e no Parcão, respectivamente.

A partir das 12h desta terça, não haverá expediente na Câmara Municipal de Porto Alegre, nem na Receita Federal. A rotina dos porto-alegrenses volta ao normal somente na quinta-feira, quando o julgamento tiver terminado e as manifestações dispersarem.

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