Blair apóia proposta de Lula de encontro de líderes da OMC

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, apoiou a proposta do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva de convocar uma reunião de líderes nacionais para tentar um "avanço decisivo" nas negociações da rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio. "Os benefícios potenciais de uma rodada dinâmica e ambiciosa não são apenas para os países em desenvolvimento e para aqueles que são mais desenvolvidos, mas também para os países mais pobres no mundo", disse Blair na abertura de uma breve entrevista conjunta depois do encontro."Este é o momento em que é essencial que nós mostremos a liderança necessária para superar os obstáculos e ter uma rodada ambiciosa", disse Blair.As afirmações foram feitas nesta quinta-feira depois de um encontro de cerca de uma hora e meia entre os dois chefes de governo.Visão compartilhadaEm artigo assinado por Blair e Lula, ficou exposto o que eles chamam de ?visão compartilhada? da Grã-Bretanha e do Brasil. Eles dizem que os dois países estão ?comprometidos em lograr um resultado ambicioso nas conversações comerciais da OMC para ajudar a tirar milhões de pessoas da pobreza?.Blair e Lula afirmam estar determinados a não permitir que o diálogo na OMC fracasse e dizem ?compartilhar de uma visão comum sobre como romper o atual impasse?.Eles também afirmam seu compromisso com as negociações internacionais para enfrentar ?o desafio do aquecimento global?.Conselho de SegurançaO governo da Grã-Bretanha manifestou também ?forte apoio? aos planos do Brasil de ocupar uma vaga permanente no Conselho da Segurança da ONU. O apoio é expressado em artigo assinado pelo primeiro-ministro Tony Blair e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que foi publicado nesta quinta-feira na página na internet do jornal The Times.?A Grã-Bretanha apóia fortemente a candidatura do Brasil para ser membro permanente de um Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas reformado?, diz o texto.?Mas também trabalhamos de maneira muito coordenada na reforma mais ampla das Nações Unidas, para que a organização esteja apta a enfrentar os desafios que temos pela frente.?

Agencia Estado,

09 de março de 2006 | 11h34

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