Bispos condenam terrorismo e desigualdades

Os bispos católicos de todo o mundo condenaram energicamente o terrorismo e a manipulação da religião para fins violentos, assim como as estruturas que permitem a pobreza e as "grandes desiguladades" entre as nações, no documento que contém as conclusões do Sínodo que será encerrado amanhã pelo papa João Paulo II. "Nossa assembléia, em comunhão com o Santo Padre, expressou seu mais vivo sentimento pela vítimas dos atentados de 11 de setembro e por suas famílias. Rezamos por elas e por todas as vítimas do terror no mundo. Condenamos de modo absoluto o terrorismo, que nada pode justificar", afirmaram os 280 bispos, reunidos em Roma desde 8 de outubro. A assembléia eclesiástica, convocada para analisar a figura do bispo no início do novo milênio, também condenou as "estruturas pecaminosoas" que provocam tragédias coletivas - e que deverão ser substituídas se se quiser "traçar novos caminhos para o mundo". Os bispos denunciam o escândalo que constituem os atuais níveis de probreza no mundo e o fato de que "80% da população do planeta viva com 20% de seus recursos e 1,2 bilhão de pessoas seja obrigado a viver com menos de 1 dólar por dia". O documento também expressa preocupação com enfermidades como a malária e a aids, o analfabetismo, a falta de futuro para os jovens, a exploração das mulheres, a pornografia, a intolerância e "a exploração inaceitável da religião para fins violentos, o narcotráfico e o comércio de armas". Os bispos também defendem o direito à vida e manifestam apoio aos que trabalham em prol das causas humanitárias.Em relação aos direitos de todos os "filhos de Abraão" (judeus, cristãos e muçulmanos), os bispos sugerem que eles voltem a se encontrar em Jerusalém, "símbolo inesgotável de esperança e de paz para todos os povos da terra".Leia o especial

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