Bispo de Jundiaí vai pedir demissão ao Papa

O bispo d. Amaury Castanho, da Diocese de Jundiaí, a 60 quilômetros da cidade de São Paulo, anunciou nesta quarta-feira, em entrevista coletiva, que pedirá demissão ao Papa João Paulo II nesta quinta-feira, quando completa 75 anos.A decisão segue o que prescreve o artigo 401, do Código de Direito Canônico, reformado em 1983 e lei maior da Igreja católica, que obriga os bispos a apresentar demissão ao Papa, quando completam 75 anos."A função de bispo diocesano ou arquidiocesano, numa decisão sábia da Igreja, deixou de ser vitalícia desde que o Concílio Vaticano II foi promulgado", disse dom Amaury ao explicar sua decisão. "Aguardo sereno a decisão do Papa que, tenho certeza, será a melhor para a Igreja".Dom Amaury recordou que, num processo normal, a demora para a nomeação de um novo bispo chega a ser de um ano, pouco mais, às vezes. Disse que embora a Diocese de Jundiaí não tenha bispo-auxiliar ou coadjutor (com direito à sucessão imediata), recentemente ele nomeou Monsenhor Joaquim Justino Carreiro Vigário Episcopal para as regiões de Salto e de Itu. O sacerdote, nessa função, tem poderes plenos sobre as paróquias e pastorais que lhes foram confiadas e pode, inclusive, fazer crismas, segundo dom Amaury.O bispo diocesano de Jundiaí tem sob sua jurisdição, além da cidade-sede da Diocese, outros dez municípios ? Cabreúva Cajamar, Campo Limpo Paulista, Louveira, Itu, Itupeva, Várzea Paulista, Salto, Santana do Parnaíba e Alphaville ? onde funcionam 49 paróquias, duas diaconias territoriais e duas diaconias ambientais (forense e hospitalar). A elas estão ligadas perto de 300 comunidades, um clero com 95 padres (presbíteros) e 67 diáconos permanentes e cerca de 850 mil fiéis católicos.

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