Biscaia diz que relatório da CPI fica pronto dia 10

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Sanguessugas, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), afirmou nesta terça-feira, 1, que o relatório da CPI deverá ser divulgado no próximo dia 10. Ele anunciou ainda que está analisando um novo CD enviado pela Polícia Federal de Cuiabá com sete depoimentos de integrantes do grupo criminoso que responde a processo por participação no esquema de fraudes para a compra de ambulâncias com recursos do Orçamento da União. Ainda nesta terça-feira, segundo o deputado, devem chegar à CPI mais documentos da Controladoria-Geral da União. Biscaia revelou também que a CPI ouvirá ainda esta semana o empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin, um dos sócios-proprietários da Planam, empresa apontada como organizadora do esquema de fraudes. O depoimento será em caráter reservado, na sede da Polícia Federal, em Brasília, e servirá para esclarecer alguns pontos obscuros de um outro depoimento que Vedoin prestou à Polícia Federal de Cuiabá. - Esses três fatos (novos depoimentos da Polícia Federal, documentos da CGU e depoimento de Luiz Antônio Trevisan Vedoin) vão instruir todo o nosso arquivo eletrônico para definir rapidamente a situação de cada um dos apontados como envolvidos no esquema - afirmou Biscaia.Quanto à criação de uma nova sub-relatoria para investigar a participação do Poder Executivo no esquema, Biscaia afirmou que essa é uma prerrogativa do relator do colegiado, senador Amir Lando (PMDB-RO). O presidente da CPI posicionou-se contrário à realização de uma audiência pública para ouvir três ex-ministros da Saúde (José Serra, José Saraiva Felipe e Humberto Costa), como desejam alguns integrantes da comissão. "A minha posição não é favorável a ouvir os ex-ministros neste momento, porque uma audiência pública tumultuaria os trabalhos da CPI e a transformaria numa disputa político-eleitoral - opinou Biscaia.CassaçãoSegundo o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), a partir da divulgação do relatório da CPI, em 10 de agosto, as Mesas das duas Casas do Congresso já estarão aptas a abrir processos de cassação dos mandatos dos parlamentares que, comprovadamente, participaram do esquema de fraudes."A Câmara poderá pegar todos os parlamentares que comprovadamente receberam depósitos em suas contas e propor ao Conselho de Ética que os julgue no mesmo dia", disse Gabeira.

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