BH vira palco de movimentos sociais por reforma política e econômica

Capital mineira recebe nesta sexta o Encontro Nacional e Popular pela Constituinte e, no sábado, a 'Conferência Nacional Popular: em defesa da democracia e por uma nova política econômica, com o lançamento da Frente Brasil Popular'

Suzana Inhesta, O Estado de S. Paulo

03 de setembro de 2015 | 21h22

Belo Horizonte - A capital mineira virou sede de congressos e encontros de movimentos sociais com atuação nacional. Depois de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participar de atos no norte do Estado na quinta-feira passada, 28, e em Belo Horizonte na sexta-feira, 29, em congresso da CUT-MG, na manhã desta sexta-feira, 4. será realizado o Encontro Nacional e Popular pela Constituinte e, no sábado, a "Conferência Nacional Popular: em defesa da democracia e por uma nova política econômica, com o lançamento da Frente Brasil Popular". 

No encontro desta sexta pela manhã, um dos coordenadores da campanha por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, Frederico Santana, afirmou ao Broadcast que a ideia é reunir cerca de mil ativistas e fazer um balanço do debate sobre a reforma política, já que faz um ano da realização do plebiscito popular que votou a favor da reforma por meio da constituinte exclusiva.

"Com esse Congresso do jeito que está, dificilmente conseguiremos aprovar uma reforma política democrática", ressaltou. Segundo ele, a ideia é que, diante disso, os movimentos sigam organizados para que os pleitos da população sejam contemplados nos debates sobre a reforma política no parlamento nacional.

O grupo defende, entre outras questões, o fim do financiamento privado de campanhas e regulamentação de mecanismos de participação popular. Já no sábado, será realizada a "Conferência Nacional Popular: em defesa da democracia e por uma nova política econômica", que reunirá movimentos populares, sindicais, pastorais, LGBT, de juventude, negros e negras, mulheres. Na ocasião também será lançada a Frente Brasil Popular que, entre as suas diretrizes, que defender uma nova política econômica. Em Minas Gerais, a Frente Mineira foi lançada no dia 7 de agosto, com a presença do teólogo Leonardo Boff.

Segundo a presidente da CUT-MG, Beatriz Cerqueira, a conferência discutirá a atual situação do País, com a separação de oito temas, como defesa dos direitos dos trabalhadores e dos direitos sociais, as reformas estruturais e populares (cujos ativistas do evento de sexta participarão), entre outros. "Temos construído uma plataforma que converge em vários pontos e temos que discuti-la com uma amplitude maior", declarou.

Sobre a defesa de uma nova política econômica, Beatriz lembrou que todas as ações do primeiro semestre tiveram a tônica de contra o ajuste fiscal que está sendo implementado pelo governo. "Todos concordam que do jeito que a economia está sendo conduzida não é a melhor forma de responder aos direitos do trabalhador e da população. Somos a favor de reformas estruturais (política, tributária), da taxação de grandes fortunas, e uma maior participação de investimentos no orçamento da União e Estados", declarou. 

Questionada sobre a escolha de Belo Horizonte em sediar o evento, a presidente da CUT-MG disse que nos últimos cinco anos, o Estado tem conseguido uma melhor articulação e convergência entre os diversos movimentos sociais, sindicais, juventude e populares. "O que se assemelha à proposta da Frente nacional", ressaltou. 

Sete de Setembro. No Dia da Independência do Brasil, a capital mineira também será palco de manifestações. O desfile ocorrerá a partir das 8 horas, na Avenida Afonso Pena, no Centro. O Grito dos Excluídos, organizado por religiosos e representantes de movimentos sociais, sindicais e de juventude, fará seu protesto com concentração a partir das 9h30, na Praça Raul Soares, no centro. Já os movimentos antigoverno Dilma Rousseff (PT), como o Patriotas e Brasil Livre, convocam militantes a se concentrarem às 9 horas, na Praça Sete, também no Centro de Belo Horizonte.

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