Joka Madruga/Futura Press
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Beto Richa afirma que uso da força será 'última medida' para desocupações

Governador precisou trocar de local de votação, pois o Colégio Amâncio Moro, onde vota, estava ocupado

Julio Cesar Lima, Especial para O Estado

30 Outubro 2016 | 14h34

Curitiba - O governador Beto Richa voltou a criticar as ocupações dos colégios no Paraná. Richa, que precisou trocar de local de votação, pois o Colégio Amâncio Moro, onde vota, estava ocupado, afirmou que o governo buscará o diálogo e não fará uso da força. “Vamos tentar de todas as formas, desde o início das ocupações informei e também gravei dois vídeos convidando os líderes das ocupações para conversarmos, vamos esgotar todas as medidas e a retirada desses alunos dos colégios será a última alternativa”, analisou. Os estudantes do Colégio Estadual Paranaense (CEP) iriam se reunir durante a tarde para decidir sobre a continuidade ou não da ocupação.

Segundo Richa, o governo tem sido democrático no que se refere à realização de audiências e diálogo. “Fizemos audiências públicas, democráticas, dando oportunidade aos alunos de se manifestarem, que já tinha sido discutida pelos governos Lula, Dilma, mas agora como é o Temer que apresentou tem uma reação muito forte de partidos de extrema esquerda e de sindicatos”, comentou.

Sobre as recentes ações do Movimento Brasil Livre (MBL), o governador disse que o grupo tem sido monitorado pela Segurança. “A gente faz o monitoramento normal, independente de ser MBL, qualquer mobilização, qualquer manifestação de um número maior de pessoas que queira gerar um confronto a polícia vem monitorando assim, porque é uma obrigação da segurança do Paraná manter a ordem e a paz em nosso estado”, disse.

Richa também comentou as brigas ocorridas na frente de alguns colégios. “Eu acompanhei a presença de lideranças do MBL em algumas escolas, assisti também vídeos mostrando a participação deles conversando com alunos, até teve agressões físicas em uma determinada escola, mas enfim, a segurança e o governo vai tentar mediar esses conflitos e resolver da maneira mais pacífica e ordeira a desocupação que é desejada pela grande maioria dos paranaenses”, concluiu.

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