Berzoini recusa inclusão de "bodes" no texto da previdência

O ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, disse ter recebido a sugestão de incluir no texto da reforma da Previdência alguns "bodes" - como são conhecidos os dispositivos com abrangência exagerada que são incluídos em uma proposta apenas como forma de pressão na negociação e retirados quando está garantida a aprovação de um texto mais brando. Segundo o deputado Paulo Bernardo (PT-PR), que participou da reunião do ministro com a bancada do PT, Berzoini disse ter discordado da sugestão.Berzoini disse que chegou a conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também discordou da sugestão. A proposta será enviada ao Congresso nos termos em que o governo quer que seja aprovada. CartilhaUma cartilha com 20 perguntas básicas sobre a reforma da previdência do governo foi distribuída aos deputados que participam da reunião com Berzoini. Em papel timbrado do Ministério da Previdência, o documento vem acompanhado de um texto com os principais pontos da proposta do governo. Entre as perguntas está, por exemplo, "Quem tem medo da reforma da Previdência?". A resposta fala que só pode temer a reforma quem não pôde conhecer com detalhes as situação da Previdência no Brasil e as mudanças propostas pelo governo Lula. Outra pergunta é se "A reforma é uma exigência do FMI", abordando, por exemplo, críticas que vêm sendo feitas por deputados de correntes mais radicais do PT. A resposta é "não" e acrescenta que a reforma é uma necessidade orçamentária e previdenciária do País. Também apresenta a questão "Se os servidores são os culpados pelo desequilíbrio da Previdência?". A resposta é negativa e responsabiliza pelo desequilíbrio as regras que foram estabelecidas anteriormente pela legislação que não cuidaram do equilíbrio entre as contribuições e os benefícios a serem pagos. Veja o índice de notícias sobre as reformas

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