Berzoini nega que sofreu desgaste na Previdência

O ex-ministro da Previdência e atual ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, disse ter encarado de forma natural a sua saída da pasta da Previdência, que foi assumida pelo deputado Amir Lando (PMDB). "É um princípio de continuidade. Amir Lando é uma pessoa respeitável e séria e vai continuar o trabalho que vínhamos fazendo. O governo não quer interromper o combate à corrupção e, ao mesmo tempo, quer a regulamentação da reforma da Previdência", disse Berzoini, negando que saiu da pasta da Previdência por conta de desgaste. "Desgaste é folclore", afirmou.Berzoini disse que agora, à frente do Ministério do Trabalho, irá focar a agenda na geração de emprego e de renda. "Não é fácil. Precisamos de várias iniciativas", enfatizou. Segundo ele, o desemprego aumentou sim, mas por causa da crise econômica de 2002. "Agora, a fase é de crescimento e vamos nos empenhar para fazermos a reforma sindical e a trabalhista", disse. O ministro do Trabalho afirmou que ainda não está decidido se a reforma trabalhista será feita apenas em 2005, mas adiantou a possibilidade de realizar as reformas trabalhista e sindical conjuntamente. Berzoini concedeu entrevista no início da tarde de hoje, após almoço de inauguração da nova sede da Prefeitura de São Paulo, no Palácio do Anhangabaú, situado no prédio do Banespa, conhecido também como Banespinha, na Zona Central da cidade. Entre as autoridades presentes, estavam o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o presidente em exercício José Alencar. A inauguração da nova sede faz parte das comemorações dos 450 anos da cidade de São Paulo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.