Berzoini nega aliança informal em BH entre PT e PSDB

Senador tucano diz que partido não aceitaria e que PT está dificultando a aliança

Daniela Nahass, especial para a Agência Estado e Reuters

02 de junho de 2008 | 18h05

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) criticou nesta segunda-feira, 2, a decisão do Diretório Nacional do PT de proibir a coligação formal com o PSDB na eleição da prefeitura de Belo Horizonte. "O PT é o partido que está dificultando a aliança. O que pode acontecer é o PT fazer um apoio informal à aliança e não o PSDB. O PSDB se aliaria com o PSB e o PMDB e o PT faria o acordo informal, afinal, é ele que está criando o problema", afirmou. O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, no entanto, negou que o partido tenha aprovado uma aliança informal com o PSDB para as eleições deste ano em Belo Horizonte (MG). "Não procede a informação de que o Diretório Nacional tenha deliberado por uma aliança informal com o PSDB em Belo Horizonte. O DN não entrou nesse debate, não havendo nenhum apreço por alianças informais que não fiquem transparentes para os eleitores", diz Berzoini em nota enviada à imprensa.  O senador disse que o PSDB mineiro está tendo um "desprendimento" ao não lançar candidato próprio e aceitar apoiar a eventual candidatura de Márcio Lacerda (PSB) que tem como vice na chapa o deputado estadual Roberto Carvalho (PT). "A rigor, quem realmente está sendo mais desprendido é o PSDB, que aparece liderando nas pesquisas e tem tempo na televisão. Se tem alguém que não está agindo mal, é o PSDB", afirmou.  Azeredo afirmou que o PSDB em Minas está acompanhando de perto os desdobramentos da decisão do Diretório Nacional. Ele disse que a decisão de vetar a aliança entre os dois partidos em Belo Horizonte contraria os interesses do PT do município e do estado. "O caminho é insistir na aliança formal, afinal tem uma parte do PT que defende isso. Se o PT for radical, o assunto terá que ser rediscutido", analisou.  O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), um dos principais articuladores da aliança ao lado do governador Aécio Neves (PSDB), está na Alemanha, onde foi participar de um Congresso de Mobilidade Urbana. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, ele estará na capital mineira na próxima quarta-feira. Veto Na sexta-feira, o Diretório Nacional do PT confirmou decisão da Executiva Nacional do partido e vetou a aliança entre a legenda e o PSDB para as eleições de outubro na capital mineira. No entanto, fora dos holofotes, teria sido negociado o apoio informal do governador Aécio Neves (PSDB) a uma chapa encabeçada por Márcio Lacerda (PSB) tendo o deputado estadual petista deputado Roberto Carvalho (PT) como vice. A parceria foi arquitetada ao longo deste ano pelo prefeito da cidade, Fernando Pimentel (PT), e por Aécio. Indicado pelo governador, Lacerda é ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico. Berzoini afirma que não é verdade que o diretório nacional tenha revogado o veto da Executiva na sexta-feira à coligação com o PSDB, como afirma ter sido noticiado.

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