Berzoini não comparece a seminário no BC sobre reforma

Os funcionários do Banco Central não puderam, hoje de manhã, usar o nariz de palhaço que haviam comprado para usar no seminário sobre reforma da Previdência, promovido pelo sindicato da categoria, no auditório do BC, durante o comparecimento do ministro da Previdência, Ricardo Berzoini. É que, em lugar de Berzoini, compareceu o diretor do Departamento de Regimes Próprios de Previdência Social do Ministério, Delúbio Gomes. O seminário começou com atraso de mais de uma hora, e dele participaram os deputados José Pimentel (PT-CE), Pauderney Avelino (PFL-AM), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR). Os aplausos dos participantes se limitaram a Avelino e Feghali. O primeiro deles declarou que considera grave, no projeto do governo, a quebra do princípio da integralidade e da paridade, enquanto Feghali sustentou que a contribuição dos inativos é inconstitucional. Ela alertou que o corte linear de 30% nas futuras pensões dos dependentes de servidores "é perverso e não pode ser aplicada às aposentadorias de mais baixo valor. Nós queremos votar com o governo, mas nesse projeto aqui fica difícil", argumentou a deputada, que integra a base de apoio ao governo. Os servidores do BC estavam particularmente preocupados com a possibilidade de redução de mais de 30% do valor de suas aposentadorias, pelas novas regras. É que, até 1991, quando o regime jurídico único passou a valer para eles, eles eram celetistas. Pela nova regra, o valor da aposentadoria será calculado proporcionalmente ao tempo de contribuição realizado para cada um dos regimes (CLT e regime único). Por essa forma de cálculo, haverá corte de 30%. Coube ao diretor do Departamento de Regimes Próprios do Ministério da Previdência explicar aos servidores que a base de cálculo do benefício deverá pegar o período posterior a 94. Dessa forma, segundo ele, a perda dos servidores do BC não será tão grande assim. Reforma TributáriaO líder do governo na Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), receberá hoje, às 15 horas, um grupo de deputados estaduais do Rio de Janeiro que lhe apresentarão sugestões para a proposta de reforma tributária. O Rio de Janeiro reivindica incluir o petróleo na cobrança do ICMS no Estado de origem.

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