Berzoini envia carta a servidores que querem se aposentar

Preocupado com a legião de servidores públicos, especialmente professores universitários, que podem antecipar a aposentadoria com medo da reforma, o ministro da Previdência Social, Ricardo Berzoini, fez por escrito um comunicado que será anexado ao contra-cheque de todo funcionalismo. No comunicado o ministro pede que os servidores decidam com calma se devem ou não solicitar a aposentadoria, lembrando que direitos adquiridos serão respeitados e que a proposta do governo em tramitação dificilmente será aprovada antes do mês de outubro."Se você já cumpriu os requisitos para obter a sua aposentadoria, seja ela integral ou proporcional, você tem direito adquirido a ela e a reforma não poderá mudar isso", diz textualmente o comunicado assinado por Berzoini. E mais. Para convencer os servidores de que eles obterão vantagem financeira ao permanecer em atividade, o ministro destaca o pagamento do abono, cujo valor corresponderá ao da contribuição previdenciária, ou seja, 11% sobre o salário integral.Segundo o Ministério da Previdência Social terá direito ao abono de permanência mesmo quem só completar as condições para solicitar a aposentadoria após a promulgação da reforma. Ou seja, o servidor que optar por permanecer em serviço deixará de pagar a contribuição previdenciária. Enquanto permanecer trabalhando ele também está livre da contribuição dos inativos. O secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer, disse hoje que é grande a preocupação do governo com o movimento por aposentadoria nas universidades porque neste segmento é certo o prejuízo em termos de desenvolvimento tecnológico e científico. De acordo com os números fornecidos ao Ministério da Previdência Social, cerca de 20% dos professores universitários, funcionários das universidades e dos institutos de pesquisa estão em condições de solicitar a aposentadoria. Para tratar desse assunto, o ministro da Educação, Cristovam Buarque esteve reunido hoje com Berzoini.

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